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Princesa made in Disney


Por JÚLIO BLACK Repórter

26/03/2015 às 06h00

Lily James ganhou o papel da jovem que, depois de ser maltratada pela madrasta, conquista o príncipe encantado

Lily James ganhou o papel da jovem que, depois de ser maltratada pela madrasta, conquista o príncipe encantado

Jennifer Lopez vai sofrer com a obsessão de Ryan Guzman em

Jennifer Lopez vai sofrer com a obsessão de Ryan Guzman em “O garoto da casa ao lado”

Poucos estúdios souberam se valer tão bem de clássicos dos contos de fada como a Disney. De “Branca de Neve” a “Pinóquio”, passando por “A bela e a fera”, os estúdios do falecido Walt Disney sempre souberam levar para a tela grande animações de qualidade técnica ímpar que conquistaram gerações. Este foi o caso, ainda, de “Cinderela”, animação de sucesso em 1950 e nas décadas seguintes que, agora, ganha versão em carne e osso pelo conglomerado do Mickey Mouse, com direito a elenco de primeira e todos os efeitos especiais que os dólares podem comprar e que pode ser conferida a partir desta quinta-feira.

Apesar de lançar, eventualmente, filmes fora do seu padrão estético, a Disney sabe que em time que está ganhando pouco se mexe. Por isso, a nova versão da Gata Borralheira segue os mesmos passos da sua versão animada, inspirada o máximo possível no conto do francês Charles Perrault escrito em 1697, por sua vez baseada em um antigo conto italiano. Ella (Cinderela) é uma bela jovem que, primeiro, perde a mãe e vê o pai casar com uma outra mulher, levando a reboque suas duas filhas. Com a morte do progenitor, Cinderela perde todas as regalias e passa a trabalhar como empregada da sua “nova família”, comendo o pão que o diabo renascentista amassou.

A sorte da personagem muda quando fica sabendo que o príncipe vai organizar um baile de gala e, com a ajuda de sua fada madrinha, ela vai à festa e conquista o coração do nobre com sua beleza, educação, humildade… Até bater a meia-noite e sua carruagem virar abóbora, com a jovem precisando correr para não ser vista como a Borralheira. Como um de seus sapatinhos de cristal ficou pelo caminho (por que ele foi a única coisa que não voltou ao normal?), o príncipe consegue encontrá-la graças ao artefato, que parece caber apenas nos pés dela. E aí os dois vão viver felizes para sempre.

E se a Disney jogou pelo resultado no roteiro, sem maiores firulas, a escalação do time é digna do investimento em efeitos especiais, marketing e afins. Acostumado a filmes com pompa e circunstância (“Thor”, “Muito barulho por nada”, “Hamlet” e “Henrique V”), o britânico Kenneth Branagh foi escolhido para a direção, visto que é acostumado aos salamaleques palacianos. A australiana Cate Blanchett, dona do Oscar de melhor atriz em 2014 por “Blue Jasmine”, vale-se de toda sua categoria para realçar as maldades da madrasta. E Helena Bonham Carter, especialista em papéis de maluquetes, foi a escolhida para a bem-humorada e um tanto quanto que atrapalhada Fada Madrinha. Lily James, de “Downtown Abbey”, foi a escolhida para interpretar Cinderela, enquanto que Richard Madden (o crédulo Robb Stark de “Game of Thrones”) veste a farda do príncipe que cai nas graças da Gata Borralheira.

Com apuro técnico e visual impecáveis, aliado a um elenco de respeito e uma história mais que conhecida, “Cinderela” é o tipo de investimento que a Disney gosta: limpo, para a família e que nunca vai dar prejuízo.

‘CINDERELA’

UCI 4 (dub): 13h10, 15h35, 18h e 20h25. UCI 5: 13h40, 16h05, 18h30, 20h55 (todos os dias) e 23h20 (sexta-feira e sábado). Cinemais 1 (dub): 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10. Cinemais 4 (dub): 14h40 e 19h20. Cinemais 4: 17h e 21h40. Palace 1 (dub): 14h, 16h20, 18h40 e 21h (exceto segunda-feira). Santa Cruz 1 (dub): 14h30 (sábado e domingo), 16h45, 19h e 21h15 (todos os dias)

Classificação: livre

Atração fatal

Antes de mais nada, que fique claro: Jennifer Lopez nunca foi atriz. Ela é, na verdade, uma (descartável) cantora pop que, num acesso de megalomania (para quem não sabe, houve época em que ela exigia que seus funcionários se referissem a ela como “the number one”), acreditou que poderia atuar, estrelando produções constrangedoras como “Nunca mais”, de 2002. E é no papel da mulher assediada e perseguida por um macho opressor que ela tenta, mais uma vez, em “O garoto da casa ao lado”, thriller de suspense que chega aos cinemas nesta quinta-feira.

Aos 45 asnos de idade, J-Lo interpreta a professora Claire Peterson, que botou para correr o marido adúltero. Tentando levar uma vida tranquila no subúrbio, ela conhece o novo vizinho, Noah Sandborn (Ryan Guzman), que foi morar com o tio idoso. Bem mais novo que ela, o garotão começa a levá-la no papo até os dois irem para a cama. Arrependida, Claire diz que o que rolou, rolou, e é melhor cada um ficar no seu quadrado.

Só que o rapaz quer mais e, como todo “bom” stalker, começa a perseguir a professorinha por todos os cantos, “hackeando” seu computador, ficando amigo do filho dela… Tal e qual Glenn Close em “Atração fatal”, ele não dá sossego a sua vítima, enfileirando infinitas sequências que tentam, a todo custo, criar um clima de suspense. Ao que parece, porém, o diretor Rob Cohen (“Triplo X”) produziu apenas mais um filme esquecível, assim como o quase nulo talento de J-Lo.

‘O GAROTO DA CASA AO LADO’

UCI 2: 15h25, 19h45 (todos os dias) e meia-noite (sexta-feira e sábado)

Classificação:

16 anos