‘Planeta dos Macacos: A origem’ aproxima realidade e ficção

Freida Pinto e James Franco lutam pela liberdade de César
Nada de planeta colonizado por símios super desenvolvidos com tecnologia semelhante a dos humanos. A premissa de "Planeta dos Macacos: A Origem" ("Rise of the Planet of the Apes"), longa que marca um novo início para a série, traça uma embrionária introdução para o clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston e para a refilmagem de 2001, comandada por Tim Burton ("Alice no País das Maravilhas"). Mais condizente com nossa realidade, o longa, que utiliza centenas de macacos feitos por computação gráfica, traz à tona um debate um tanto quanto esquecido nos cinemas: os maus-tratos aos animais.
Distante do livro escrito pelo francês Pierre Boulle e publicado em 1963, que inspirou a série cinematográfica de sete filmes (clássica mais o remake), que tem como tema principal o preconceito retratado em uma realidade alternativa onde os seres humanos são dominados, a "Origem" faz o caminho mais sensato: em uma sociedade possível, uma empresa de pesquisa cria um soro capaz de desenvolver o intelecto dos símios a níveis nunca imaginados. Mártir dessa nova realidade, o macaco César (inspiração do nome vem dos imperadores romanos) luta contra os homens em busca da liberdade de sua raça e contra os maus-tratos provenientes dos testes em laboratórios e de um criadouro de animais.
O protagonista é vivido por Andy Serkis, experiente na técnica de captura de movimentos utilizada no filme, já que interpretou Gollum, da trilogia "O Senhor dos Anéis" e King Kong, no longa de 2005. Mesmo sem a presença real, o ator retrata com perfeição o estilo tradicional de vida do símio e assina com maestria o jeito de agir de César, primogênito de uma nova raça. Ao seu lado, James Franco ("127 Horas") e Freida Pinto ("Quem Quer Ser um Milionário?") completam o lado que luta contra a barbárie criada em volta de César. O recém-saído da saga "Harry Potter", Tom Felton, encarna o responsável por um criadouro que serve como cativeiro para os macacos.
A direção é do novato Rupert Wyatt. O roteiro foi escrito por Amanda Silver e Rick Jaffa. Em pouco mais de duas semanas em cartaz pelo mundo, o novo "Planeta dos Macacos" já superou os custos de sua produção em US$ 166 milhões, faturando US$ 259 milhões pelo globo. O Brasil será um dos últimos países a receber o longa. Devido ao sucesso, o próprio diretor relatou essa semana que já estaria pensando na continuação, ambientada oito anos mais tarde, com uma nova geração de macacos formada pelos filhos dos protagonistas.
Programação
UCI 3: 13h, 15h20, 17h40, 20h e 22h20
Palace 1 (dub): meio-dia (somente amanhã), 14h, 16h20, 18h40 e 21h10
Santa Cruz 1 (dub): 16h45, 19h e 21h15
Classificação: 12 anos









