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Vale a pena


Por MARISA LOURES

24/03/2013 às 07h00

Como toda criança, Ligia Brasil, na época ainda Ligia Silveira, gostava de inventar histórias, criar personagens e imitar dançarinas de programas de TV. Atitudes que já sinalizavam um futuro de muitos holofotes. Tudo sempre voltado para o exagero das performances, conta a atriz e coralista, que, além de participar há sete anos do Coral Cesama, integra a trupe da Caravana de Palhaços do Mezcla. Dentro da tipologia clássica dos palhaços, por seus traços pessoais, é classificada como clown augusto. Existe em cada um de nós um lado ridículo. Eu sou o muito bobo, o ingênuo, o que é manipulado, mas que pode virar o jogo, explica ela, completando que tais predicados ou nascem naturalmente ou são conquistados. Podemos exagerar nessas características e criar o personagem através de técnicas específicas de atuação, mas também existem pessoas com esse dom aflorado, diz Bambolina – nome adquirido por levar para a cena ora um bambolê ora sua boneca Bambina.

Sobre o que considera mais difícil na vida de um palhaço, ela aponta o sofrimento que a busca profissional acarreta. Mas a emoção que transmitimos ao público com nosso olhar e atuação corporal, nos leva a crer que vale a pena o esforço.

livro – Vidas secas, de Graciliano Ramos

Uma narrativa com estilo seco, reduzido e franco sobre a vida de retirantes do sertão nordestino que fogem da seca, pobreza e fome, chegando a ações extremas devido à miséria. Foi escrito em 1937, porém percebemos que até hoje não encontramos soluções políticas que deem fim a esse contexto social

Filme – Encantadora de baleias, de Niki Caro

Belíssima interpretação da pequena Keisha Castle Hughes. Associa a lenda da tribo indígena maori da Nova Zelândia à luta dessa menina para ser reconhecida como líder do grupo em uma sociedade extremamente patriarcal

Cineasta – Pedro Almodóvar

Aborda a temática da sexualidade de forma escancarada, com personagens marginalizados pela sociedade

DVD – Todos da banda de rock Jethro Tull

Pura magia e desejo de dançar

Peça de teatro – Viver sem tempos mortos

Nesse monólogo, Fernanda Montenegro conta a vida de Simone de Beauvoir, que revolucionou o pensamento da humanidade no século XX

Dramaturgo – Augusto Boal

Não teve medo de transformar o que era preestabelecido e cujos exercícios teatrais possibilitaram a descoberta de novas formas de interpretação e libertação