Vivendo a arte e a história
Uma boa viagem começa bem antes de ela acontecer. Nossa viagem para a Itália foi planejada com seis meses de antecedência. Pesquisamos cada local que queríamos visitar, fizemos os roteiros de acordo com o dia de funcionamento, horários de abertura e fechamento, transporte, preços, onde comprar os tickets, onde comer, entre outros detalhes. Uma boa escolha foi fazer o cartão Travel Money. É como um cartão de crédito, você carrega aqui no Brasil com quantos euros quiser e vai usando como débito.
Viajamos no verão europeu, que é muito quente, principalmente em Roma. É bom ter uma garrafinha de água para reabastecer nas centenas de fontes espalhadas pela cidade. A Itália é uma delícia de lugar. Em pouco tempo você já está arranhando a língua local. A comida é maravilhosa. Em qualquer mercado pode-se encontrar queijos e vinhos muito bons e baratos, comparados com os preços no Brasil. Como ficamos em apartamento alugado, fazíamos a nossa própria comida, que por sinal ficava mais gostosa do que as dos restaurantes para turistas.
É muito interessante ver as construções antigas, muito anteriores ao descobrimento do Brasil. É uma aula viva de história. O Coliseu é um colosso, gigantesco. É lindo sair do metrô e ver surgindo à sua frente aquele monumento. A Fontana di Trevi é imperdível. Por mais que se veja em fotos, ela é muito mais bonita ao vivo e a cores. E que cores! Impossível não escorrer algumas lágrimas.
As esculturas de Bernini na Galleria Borghese são indescritíveis de perfeitas. Das galerias, foi a que eu mais gostei. O Vaticano é suntuoso, riqueza pura. Tem mais esculturas de Bernini por lá. São aquelas que circundam a Praça de São Pedro. Aliás, a Pietá também é imperdível e também tem o poder de fazer chorar.
Outra cidade italiana maravilhosa foi Veneza. Também não adianta ver em fotos, tem que ver ao vivo as cores, os cheiros, os sons, a temperatura. O povo é mais alegre do que em Roma, tendo uma alegria quase brasileira. É bom ter um mapa para andar nesse labirinto de ruelas e canais. Assistimos a um concerto em Veneza em que foi tocado Quatro estações, de Vivaldi, na mesma sala em que o compositor a apresentou pela primeira vez.
As cidadezinhas medievais no topo dos montes da Toscana, cercadas de girassóis e parreiras, estão mais afastadas dos turistas e, por isso, pudemos sentir melhor a cultura local. Em todas as cidades italianas que estivemos havia muitas opções de concertos e operetas. Muito mágico. A Itália é um museu vivo. Quem gosta de história e de arte este é o lugar, o berço do Renascimento. E não se esqueça de levar um tênis!









