Encontros a cada esquina
Quando finalmente comprei a passagem para Buenos Aires, decidi que queria viver a cidade intensamente, desde o primeiro momento. O idioma oficial da viagem de dez dias que fiz pela capital argentina foi o "portunhol", usado tanto para trocar uma nota de 100 pesos por moedas no caixa do estacionamento do aeroporto, quanto para barganhar por uma camisa do Boca Juniors oficial da feira de San Telmo.
Fiz circuitos turísticos tradicionais, como os passeios pela Casa Rosada, pelo gigantesco cemitério da Recoleta e pelo Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires, mas também me deixei perder pelas ruas da capital argentina e encontrei o brechó Juan Perez, com roupas para todos os gostos e bolsos e a milonga La Marshall, que oferece classes de tango seguidas de bailes voltados para o público gay. Isso sem contar as verdadeiras experiências sociológicas na pizzaria Ugi’s, na rede de fast-food Nac & Pop, nos inúmeros locais que vendem empanadas e na rede de restaurantes a quilo Pekin.
Ainda que os ônibus e o metrô sejam incrivelmente baratos, Buenos Aires é uma cidade para andar, e andar muito, seja pelas ruelas de San Telmo, pela gigantesca avenida do Obelisco ou pelas arborizadas ruas da Recoleta. A capital argentina é um local de encontros a cada esquina, uma cidade para se deixar guiar pelos sentidos e pela paixão, especialmente quando se está acompanhado.









