Pitty aporta na cidade com a turnê do seu último trabalho
Do jazz ao blues, passando pelo punk rock e hardcore, dando uma volta pelo metal e suas variações, ouvindo de Etta James a Black Sabbath. Toda essa mistura, acrescida de pimenta baiana, formou um caldo que responde pelo nome de Pitty. Hoje, a roqueira apresenta, a partir das 23h, no Cultural Bar, o show da turnê do seu último trabalho A trupe delirante no Circo Voador, gravado em CD e DVD.
O projeto lançado recentemente foi gravado em um dos templos da música nacional, onde também já gravaram Cazuza, Tom Zé e Ney Matogrosso. Em entrevista à Tribuna, por e-mail, Pitty conta que a escolha do local foi para atrair a atmosfera transgressora que o espaço carrega para a gravação. Eu queria lançar um DVD de show diferente do que já havia feito antes e trazer um ambiente mais visceral e cru para a coisa toda. Isso é o que normalmente acontece nos shows da gente, e o Circo me pareceu o lugar ideal para captar essa verdade. A gravação se deu de forma real.
Recentemente a cantora foi uma das atrações do Rock in Rio, subindo ao Palco Mundo em duas oportunidades. Com seu show solo e na homenagem feita para Renato Russo e para a banda Legião Urbana, cantando Índios.
Apesar de canções com crítica ao comportamento do homem, a cantora costuma figurar nas listas das mais ouvidas com uma vertente leve de baladas. Segundo ela, músicas como Equalize ou Na sua estante carregam as características que norteiam seu aspecto mais pesado. Esses dois lados existem aqui dentro e transparecem naturalmente no trabalho. Mesmo nas músicas que as pessoas chamam de românticas – e que eu nem as considero como tal -, existem melancolia e existencialismo presentes na minha obra como um todo.
Pitty traça para o futuro a continuidade da turnê do Circo e também o lançamento do projeto paralelo Agridoce, duo formado pela cantora que senta ao piano com o guitarrista de sua banda Martin, responsável pelo violão no álbum, com lançamento oficial previsto para janeiro. Este, inclusive, foi lançado antes no Facebook, disponibilizando a canção Dançando para audição. Usuária ativa das redes sociais, Pitty revela a predileção pelo Twitter. O fato de se poder falar diretamente com as pessoas sem intermediários, sem ninguém editando suas palavras, é muito precioso, destaca.
Quem abre e fecha a noite é a banda juiz-forana Martiataka. O show dá continuidade à divulgação do álbum À moda do caos, lançado em 2010, além de contar com canções inéditas, que vão figurar no novo CD previsto para ser lançado no início do próximo ano. Completam o repertório músicas do primeiro disco Rock n’ roll combustível e dos EPs Trindade e Karma, baby!, além de versões para canções de Camisa de Vênus, Rolling Stones, Plebe Rude e Ramones.
PITTY
Hoje, a partir das 23h
Cultural Bar
(Av. Deusdedit Salgado 3.955)









