Trem das Cachoeiras em Rio Acima

Atrativo turístico, ao lado de Belo Horizonte, é opção nas férias (Acervo/Setur)
O passeio começa na estação ferroviária de Rio Acima, município a 34km de Belo Horizonte. A construção de 125 anos, totalmente restaurada, abriga, além da bilheteria, a biblioteca pública municipal e um pequeno museu com fotos e uma representação em escala reduzida da ferrovia. O local possui também uma pequena lojinha com artigos para presentes e itens relacionados às ferrovias.
O ambiente da estação ferroviária leva o turista a uma viagem no tempo. O apito avisa a aproximação da primeira Maria Fumaça em funcionamento na grande BH. De 1924, a locomotiva fabricada em Berlim trabalhou nas lavouras alemãs por 16 anos. Em 1940, veio para o Brasil, na cidade de Timbó, na Paraíba, onde transportou cana-de-açúcar. Depois de alguns anos parada, a máquina foi arrematada em um leilão por Flávio Iglésias, coordenador do Centro de Referência Ambiental e Turística (Crat). “A intenção era trazer mais uma atração para o município, que tem como âncora o ecoturismo, com dezenas de cachoeiras. O trem puxa o movimento turístico da região”, afirma Flávio.
Durante o percurso, os passageiros podem conhecer um pouco da história de Rio Acima, seus principais pontos turísticos e cachoeiras, através de um vídeo que é transmitido a bordo do trem. Além disso, músicos e artistas locais se apresentam pelos vagões voluntariamente. Há ainda a opção de incluir no passeio um café colonial, que é pago separadamente.
Antes de entrar no trem, o bilheteiro marca a entrada do passageiro, como se fazia antigamente. Os funcionários, maquinista, chefe da estação e comissários usam roupas de época. Os vagões são bem estruturados, limpos e confortáveis e oferecem uma ótima visibilidade. Mas Flávio quer incrementar o negócio, trazendo outras atrações para o passeio. “Temos o projeto de um trem cervejeiro, em que faremos degustação de cervejas artesanais mineiras durante o trajeto. Outra ideia é promover passeios noturnos, incluindo jantares a bordo do trem e bailes na estação, à moda antiga”, afirma.








