Debutante alternativo
Nada de baile, de valsa e outros costumes de aniversários de 15 anos. Na comemoração de debutante do Festival de Bandas, a tradição é som na caixa e no volume máximo, com o melhor das vertentes alternativas do rock’n’roll e muita atitude. Com abertura da programação neste sábado, a edição comemorativa não terá seletiva das bandas participantes. Chamamos algumas bandas que fizeram parte da história do festival e algumas novíssimas, para manter a tradição, explica o idealizador Adriano Polisseni.
Para ele, a trajetória do evento, que foi competitivo nos dez primeiros anos, tem sido de sucesso desde então. Acho que o festival ajudou a preparar algumas gerações de músicos, fazendo com que eles se aperfeiçoassem, estudassem mais, se preparassem. E ao longo dos anos a própria estrutura do evento foi melhorando: a qualidade do som, dos palcos… isso só acrescentou. Quem tem conhecimento de causa engrossa o coro. O Bandas Novas veio crescente, evoluiu muito dede o início e só não cresce mais porque não há maior interesse público, pondera Tuka, da lendária Tuka’s Rock.
Segundo Adriano, o crescimento do evento foi tanto que foi preciso limitar sua abrangência. Nossa prioridade é dar oportunidade para a música local que não aparece em outros lugares. Por isso, hoje nosso foco é nas vertentes alternativas do rock’n’roll. O pop rock, por exemplo, tem mais aceitação comercial, está nas grandes casas e nos bares, por isso não o incluímos mais.
Na abertura, às 16h de amanhã, tocam Blitz Wolfe (rock anos 60 e 70), Metheora (new metal), Clínica Guerrilha (punk), Subefeito (punk), Crusher (heavy metal), Fearless (power metal), Ícarus (hard rock). Tocamos juntos desde a infância, mas começamos a banda com mais seriedade há uns dois anos. Foi no Bandas Novas que fizemos algumas de nossas melhores apresentações, conta Daniel Vasconcelos, vocalista da Fearless, relembrando uma performance épica do cover de Through the fire and flame, da banda inglesa Dragonforce.
Quem estiver acostumado a ver cabeludos e barbados no palco de shows de rock pesado ficará surpreso com as habilidades musicais das meninas da Crusher. O heavy metal requer mais velocidade e mais intensidade instrumental, por isso as pessoas tendem associá-lo aos homens, mas temos o mesmo domínio que eles, já que temos a mesma dedicação e a mesma entrega, conta Gabi Romano, guitarrista do grupo, que faz covers de Pantera, Iron Maiden e Megadeth, e é influenciado por estes e outros ícones do heavy metal em suas autorais. Depois do pontapé inicial, o festival vai até outubro, com um show no dia 19, além, de mais uma apresentação marcada para junho (dia 22) e duas nos meses de julho (dias 6 e 20), agosto (dias 3 e 24) e setembro (dias 14 e 21).
Para Del Guiducci, vocalista do Martiataka, que se apresenta no dia 20 de julho, estar nos palcos do Bandas Novas renova as experiências musicais da banda. Como é um evento em praça pública, gratuito, cedo, temos a oportunidade de tocar para um público diferente daquele a que estamos acostumados. E tem a parte do saudosismo também, porque praticamente metade da banda se ‘formou’ como músico tocando no festival, conta ele, arrematando: Temos um grande respeito pelo evento e pelo que ele representa.
BANDAS NOVAS
Abertura amanhã, às 16h
Praça da Estação









