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Alegria, mesmo sem cor


Por MARISA LOURES

21/01/2016 às 07h00- Atualizada 21/01/2016 às 08h51

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A mostra é composta por 22 imagens com 24 crianças de 7 meses a 11 anos e um filhote de golden retriever de 3 meses

Você acredita até agora que preto e branco não combina com carnaval? O fotógrafo Wagner Emerich Breder pensa o contrário e, por isso, optou pela técnica e clicou 24 crianças e um filhote de golden retriever para a mostra “Folia em branco e preto”, exposta de 22 de janeiro a 28 de fevereiro, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Para ele, que realizou a mesma proeza em 2015, porém com jovens e adultos em alegorias carnavalescas, fugir das cores significa escapar da obviedade. “Quando a gente pensa em carnaval, alegria e folia, logo a gente imagina muitas cores. Quero destacar que, mesmo sem o uso da cor, é possível mostrar a energia através do movimento das fotos. Desta vez, fiquei muito tentado a fazer colorido porque as crianças pedem isso, mas quis mostrar que, no preto e branco, essa alegria fica ainda mais forte.”

crianças 3Ele conta que a festa de momo de 2015, mais especificamente o desfile do Bloco Come Quieto, quando presenciou pequenos pulando fantasiados ao som da Banda Trupicada, deu-lhe inspiração para o projeto, já então entre seus planos. Com a meninada, entre 7 meses e 11 anos, ele garante que o resultado é imprevisível. “Não tem como planejar. Algumas crianças ficaram supersoltas e animadas, outras estavam dormindo, acordaram com mau humor, e aí tive que sentar e conversar até entrarem no clima. Tem que ter mais paciência. Mas isso traz mais espontaneidade porque elas não fazem o que eu quero”, diz o fotógrafo, que percorreu cada residência para registrar os modelos mirins em cinco dias.Você acredita até agora que preto e branco não combina com carnaval? O fotógrafo Wagner Emerich Breder pensa o contrário e, por isso, optou pela técnica e clicou 24 crianças e um filhote de golden retriever para a mostra “Folia em branco e preto”, exposta de 22 de janeiro a 28 de fevereiro, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Para ele, que realizou a mesma proeza em 2015, porém com jovens e adultos em alegorias carnavalescas, fugir das cores significa escapar da obviedade. “Quando a gente pensa em carnaval, alegria e folia, logo a gente imagina muitas cores. Quero destacar que, mesmo sem o uso da cor, é possível mostrar a energia através do movimento das fotos. Desta vez, fiquei muito tentado a fazer colorido porque as crianças pedem isso, mas quis mostrar que, no preto e branco, essa alegria fica ainda mais forte.”

criança sComo no ano passado todas as fotos foram feitas na casa do próprio fotógrafo, a cachorrinha dele, a vira-lata Frida, entrou para a primeira edição da exposição. Nesse ano, durante a maratona, ele acabou encontrando com o Batist, o filhote de golden retriever de 3 meses, pertencente a uma das crianças. “Os dois entraram mesmo só por brincadeira. Como o cachorro fez o maior sucesso, aproveitei e fotografei”, conta Wagner, que é jornalista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Há cinco anos, ele se dedica à cobertura de eventos e projetos autorais de retratos e, em paralelo, desenvolve editorias, books e trabalhos publicitários.

FOLIA EM BRANCO E PRETO

Abertura nesta sexta-feira. De terça a sexta-feira, das 9h às 21h, sábados e domingos, das 10h às 18h. Até 28 de fevereiro

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro)