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Denso e reflexivo, ‘Árvore da Vida’ estreia nesta sexta


Por Felipe Mussel

20/10/2011 às 17h35

Brad Pitt protagoniza o longa premiado em Cannes

Brad Pitt protagoniza o longa premiado em Cannes

Qual o melhor caminho a se seguir? O que nos move: a força divina ou a natureza terrena? Quando se trata de um filme do cineasta Terrence Malick, 67 anos, o famoso "de onde viemos e para onde vamos?" deixa de ser uma reflexão piegas e se torna um mergulho profundo na formação religiosa e familiar da sociedade. Em "A Árvore da Vida", produção que estreia nesta sexta-feira (21) em todo o país, ganhador da Palma de Ouro em Cannes e apenas seu quinto filme em quase quatro décadas de carreira, Malick abraçou estas questões de vez. Iniciado há décadas e editado ao longo de quatro anos (inclusive pelo brasileiro Daniel Rezende), o longa-metragem discute as virtudes do divino versus o terreno, se permitindo, ainda, no meio do caminho, relatar a origem do universo.

"A árvore da vida" acompanha o crescimento do filho mais velho de uma família americana, Jack (Hunter McCraken na versão adolescente e Sean Penn na adulta), da inocência na infância texana, marcada pela educação rígida do pai (Brad Pitt), até a desilusão da vida adulta, na tentativa de reconciliar e solucionar esta relação complicada. Jack vê-se como uma alma perdida no mundo moderno, procurando respostas para as origens e o sentido da vida, enquanto questiona a existência da fé. Desde muito novo, encarna os conflitos trabalhados no longa, tendo sempre como porto seguro a figura da mãe (Jéssica Chastain), e ainda tem de lidar com a morte traumática, também durante a infância, de um dos seus irmãos.

Na Bíblia, a Árvore da Vida é aquela cujo fruto Deus permite que Adão e Eva colham para si, ao contrário da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ocupada pela serpente e proibida ao primeiro casal. Essas duas possibilidades carregam a grande discussão que permeia o filme: é melhor viver o caminho da natureza, mundano, que satisfaz a si mesmo, ou o caminho da graça, absoluta e universal? Ao longo de 139 minutos, contudo, Malick nos sugere que, talvez, seja preciso equilibrar esses dois rumos e que as escolhas podem definir mais do que apenas uma vida.

Palace 1: meio-dia (somente sábado), 16h30, 19h e 21h30. Classificação: 10 anos.
 

Atividade paranormal 3

Outro filme aguardado pelos amantes do gênero terror é o longa "Atividade paranormal 3", que também estreia nesta sexta-feira (21) no Brasil. O terceiro filme da série narra os acontecimentos dos outros dois longas, quando Katie e Kristie ainda são crianças. No filme, um espírito do mal persegue os pais das crianças e, para esclarecer o que acontece, o casal instala câmeras de vídeo pela casa. A franquia é uma das mais bem sucedidas da indústria cinematográfica, com um orçamento de U$ 3 milhões. O seu antecessor arrecadou U$ 157 milhões. Para quem gosta de sustos e boas doses de suspense, "Atividade paranormal 3" é uma ótima opção para o fim de semana.

UCI 4: 12h30 (somente sábado e domingo), 14h25, 16h20, 18h15, 20h10 e 22h05. Sexta e sábado, sessão também à meia-noite. Classificação: livre.