Festicidi 2025: Jovens do socioeducativo de Juiz de Fora visitam exposição com arte autoral
Após participação em oficina, adolescentes em medida socioeducativa visitam a própria produção fotográfica exposta no Mercado Municipal

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Adolescentes do Centro Socioeducativo de Juiz de Fora participaram de uma visita guiada ao Centro de Preservação da Memória Negra nesta sexta-feira (19). Em seguida, conheceram a exposição “O mundão e eu” no Mercado Municipal – AICE, fruto da oficina de fotografia “Visão do meu mundo”. A atividade integra oFestival Internacional de Cinema e Cultura da Diversidade (Festicidi 2025).
A oficina, conduzida pela fotógrafa Leda Bárbara Soares em parceria com a equipe do CineFanon, reuniu 13 adolescentes de 14 a 18 anos, todos em cumprimento de medidas socioeducativas. Durante dez encontros, eles aprenderam fundamentos da fotografia, usaram celulares doados em campanha solidária e produziram imagens que retratam afetos, memórias e visões de mundo. O resultado pode ser visto tanto no varal fotográfico quanto no fotofilme criado a partir da experiência, exibido especialmente para os participantes.
Para Marcos Maia, da equipe organizadora, a experiência é também um convite ao público: “Todos deveriam visitar a exposição. É uma oportunidade de enxergar realidades que muitas vezes são invisibilizadas”.
A a fotógrafa Leda Bárbara Soares destaca a importância da arte para a realidade dos jovens. “Dentro de um espaço de confinamento, a fotografia se tornou uma janela de liberdade, um exercício de olhar e de expressão. As imagens produzidas vão além da técnica: revelam memórias, desejos, silêncios e vozes, perspectivas únicas que raramente chegam até nós fora dos muros”, reflete. “A exposição é fruto desse processo, prova de que a arte pode atravessar fronteiras, devolver humanidade e abrir caminhos. O resultado cumpre sua proposta com força e relevância ao dar visibilidade a olhares que tantas vezes permanecem invisíveis, reafirmando a potência da arte como transformação social e mostrando que a fotografia pode revelar vozes que não podem ser silenciadas.”
Aberta ao público durante todo o festival. A programação segue até domingo (21) com exibições, debates e atividades espalhadas por Juiz de Fora.









