Arquitetura e seus diálogos
Durante os próximos dez dias, a cidade se dedica a pensar a arquitetura e seus reflexos na sociedade. A Bienal Regional de Arquitetura da Zona da Mata e Vertentes -MG, realizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, núcleo Juiz de Fora (IAB/JF), segue, em sua segunda edição, no intuito de divulgar a produção arquitetônica e urbanística da região, tendo em vista sua riqueza e diversidade. "Traz ainda como tônica este ano a relação da arquitetura com outras artes", destaca o presidente do IAB/JF, Marcos Olender. O evento, aberto ao público, é mais uma vez abrigado pelo Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM).
A abertura acontece hoje, às 18h30, no auditório do espaço, seguida da palestra "Arquitetura e a industrialização da construção", com o arquiteto Sidônio Porto, que ainda lança o livro "Sidônio Porto: Um intérprete do seu tempo", às 20h. Outra palestra programada é com o arquiteto Alder Catunda Timbó Muniz, do escritório Archi 5, que será realizada nesta sexta, às 19h, na videoteca do CCBM. Olender acrescenta que outras palestras, com importantes nomes da área, podem integrar a programação ao longo da bienal, por isso o público interessado deve estar atento à escala diária.
Neste ano, a bienal presta homenagem ao arquiteto de Viçosa Paulo Francisco de Oliveira, responsável por participar dos projetos de alguns dos pavilhões do campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Uma mostra sobre a obra do arquiteto estará exposta no CCBM, sob curadoria do chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFV, o professor Túlio Tibúrcio.
A abertura da exposição de trabalhos que concorrem ao Prêmio Arthur Arcuri e às premiações nas categorias residencial, empresarial, institucional e interiores-paisagismo, acontece na sexta, às 9h. Também serão premiados trabalhos acadêmicos enviados pelas faculdades de arquitetura da UFJF, CES-JF e Viçosa. Todos os trabalhos estarão em salas abertas à visitação. No dia 25 de setembro, será realizado na videoteca, a partir das 19h, o workshop "Smart house", sobre a modernização das formas de morar na atualidade.
"Esperamos que o evento auxilie significativamente no desenvolvimento da produção arquitetônica e urbana com qualidade e respeito à diversidade cultural e social em toda a região da Zona da Mata e Vertentes. Esta é a contribuição social que nós, arquitetos e urbanistas, podemos deixar para as gerações futuras", completa Olender.
Pinturas, fotografias
e maquetes
Estabelecendo diálogos entre a arquitetura e as artes da fotografia, da pintura e das maquetes, outras exposições estarão abertas ao público a partir desta sexta, até 29 de setembro, das 9h às 18h. Inédita na cidade, a mostra assinada pelo arquiteto Ítalo Stephan, "Padrões urbanos", reúne pinturas que retratam grandes cidades vistas do alto. Em cores vivas e traçados fiéis aos reais, por vezes, lineares ou sinuosos, as obras têm como referências cidades como Roma, Berlim, Toronto, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Já "Juiz de Fora 360°", de Kempton Vianna e Mike Britto, utiliza a arte fotográfica na retratação do espaço da cidade. Monumentos e prédios históricos, pontos turísticos, paisagens urbanas e naturais ganham destaque nas fotografias panorâmicas, já vistas pelo público juiz-forano. Fruto de cinco anos de trabalho, as imagens revelam uma perspectiva contemporânea do município na medida em que dialogam com um moderno aspecto da linguagem fotográfica: as fotos em 360 graus, que reproduzem tudo o que se pode observar em um giro completo sobre o próprio eixo.
O arquiteto Alexandre Fioravante também contribui com o evento, expondo alguns trabalhos que já integraram exposição na cidade. "Fotomaquete de arquitetura" reunirá maquetes históricas, miniaturas de pontos turísticos locais, como o Cine-Theatro Central, a Estação Ferroviária e a Câmara Municipal. Na confecção das peças, foram utilizados papel-paraná de diversas gramaturas, além de madeira-balsa para os detalhes.
Realizada pela Funalfa, por meio da Divisão de Patrimônio Cultural (Dipac), a exposição "Vitrais em Juiz de Fora" acontece paralelamente às demais mostras da bienal, no CCBM. Fazem parte do trabalho de pesquisa fotos em banners de 19 pontos da cidade, nos quais está em destaque a arte dos vitrais. O trajeto segue por construções erguidas de Norte a Sul, partindo do Palacete Frederico Ferreira Lage, atual sede da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), no Bairro Mariano Procópio, até a Igreja do Bom Pastor. Um folheto com mapa orienta os visitantes sobre a localização dos vitrais.
Além dos exemplares, feitos com a técnica tradicional – vidros coloridos, unidos artesanalmente por calhas de chumbo – a Dipac identificou na cidade interessantes vitrais de concreto, ou mesmo vidraças de ferro e painéis translúcidos de resina, que cumprem funções semelhantes às dos tradicionais.
A mostra integra a Jornada Mineira de Patrimônio Cultural, que propõe, ao início de cada primavera, que os municípios mineiros promovam atividades de valorização e divulgação do seu patrimônio cultural.
II BIENAL REGIONAL DE ARQUITETURA
Exposições
De 20 a 29 de setembro, das 9h às 18h
CCBM
(Av. Getúlio Vargas 200)









