‘Tecendo raízes’: exposição no Moinho une tapeçaria, memória e ancestralidade

Trabalhos com materiais têxteis refletem sobre memórias e heranças culturais; visitação é gratuita e de segunda a segunda


Por Elisabetta Mazocoli

19/05/2026 às 14h22

O Moinho (Avenida JK 900 – Francisco Bernardino) recebe a exposição “Tecendo raízes”, da artista Paloma Carmelita Araújo. Os trabalhos com materiais têxteis partem de um mergulho em memórias, trajetórias e heranças culturais, propondo um diálogo entre arte, ancestralidade e identidade afro-brasileira. As obras estão localizadas na escada externa do local,  do térreo ao 8° andar, e podem ser visitadas gratuitamente pelo público de segunda a segunda, das 10h às 22h. 

TECENDO MEMORIAS
(Foto: Divulgação)

Em “Tecendo raízes”, a tapeçaria passa a simbolizar um território de encontro entre corpo, memória e natureza — que se reafirma inclusive por meio da influência de diferentes culturas. A exposição teve como inspiração a simbologia Adinkra, que é um sistema visual herdado dos povos Acã, e representa conceitos filosóficos e códigos em tecidos. Também trouxe símbolos como Sankofa, que representa o retorno ao que foi esquecido, e outros signos ligados à resiliência, à espiritualidade, à terra e ao amor aparecem como elementos centrais. 

O trabalho convida o público a percorrer uma narrativa construída a partir de fios, gestos, símbolos e camadas de escuta que criam uma leitura poética dos espaços e das marcas do cotidiano.  Todos esses elementos ajudam a compor uma linguagem visual que, para a artista, pretende atravessar passado, presente e futuro.