A volta do onipresente

Fábio Porchat promete apresentar situações atualizadas no stand-up
Passados quase dois anos, Juiz de Fora volta a receber, no final do mês, o ator e humorista Fábio Porchat. Ele retorna à cidade com seu stand-up “Fora do normal”, em duas sessões, no Independência Trade Hotel. Embora o espetáculo já tenha passado por aqui em 2013, Fábio garante que o público pode esperar tudo aquilo que um show de humor tem: “tristeza, dor, muito sofrimento e risadas, lógico”, brinca. Fábio diz que o texto segue apostando no humor de identificação, fazendo com que o público dê risada de situações cotidianas. “Certamente quem vier vai se divertir, afinal, quem conferiu da outra vez se divertiu para valer”, destacou o ator durante entrevista à Tribuna.
No bate-papo, Fábio prometeu, ainda, voltar a Juiz de Fora para apresentar a versão para o teatro do sucesso “Meu passado me condena”, junto da também atriz Miá Mello, em cartaz atualmente em São Paulo. O trabalho, que teve origem em uma série para o canal Multishow, também rendeu dois filmes, sendo que a continuação estreou nos cinemas neste ano.
Tribuna – Em sua última entrevista à Tribuna, em 2013, você disse que “poder estar em todas as mídias é algo que sempre quis fazer”. Você continua com esta ideia de ser onipresente?
Fábio Porchat – Sim, o plano continua de pé. Gosto de fazer muitas coisas e trabalhar em vários lugares, embora hoje não esteja mais na TV aberta. Quero estar trabalhando, não importa onde, se for só no teatro, ótimo. Se for só na TV, está ótimo também.
– Vivemos uma época em que todo mundo prefere criticar e impor o “politicamente correto” em todos os aspectos da vida. Isso tem interferido no jeito brasileiro de fazer humor?
– Acho que o brasileiro tem feito humor do mesmo jeito. O “politicamente correto” não interfere, desde que a pessoa fique mais atenta ao tipo de humor que ela vem fazendo e se ele está sendo bom. É importante diferenciar, pois censura é uma coisa – e não deve-se fazer-, e criticar é outra.
– O stand-up comedy ainda está forte no país? A atual safra de humoristas é boa?
– O stand-up se estabeleceu no país. Quando ele ressurgiu e voltou forte, as pessoas não sabiam o que era e como funcionava, pois estavam acostumadas com personagens, atores caracterizados. O stand-up ficava apenas no eixo Rio-São Paulo, mas hoje está descentralizado, como em Curitiba. Existem casas de humor no país só para stand-up. Paulo Vieira, de Tocantins, é o talento mais recente. Ele foi vencedor do “Quem chega lá”, do Faustão, e do prêmio Multishow de Humor. Acho que a atual safra é a melhor que a gente tem. São humoristas autorais e fazem as coisas do jeito deles. Como têm mais espaço, eles podem mostrar sua criatividade e não ficam presos.
– Pretende continuar investindo no “Porta dos fundos” e fazer novos filmes?
– O “Porta” continua firme e forte com as esquetes pelo Youtube. Nós vendemos as esquetes para a Fox, que tem veiculado na TV fechada. Para a Fox, estamos com o projeto de estrear no final deste ano a série “O grande Gonzales”. No teatro, continuo em cartaz em São Paulo com o “Meu passado me condena – A peça”, ao lado de Miá Mello. Pretendo ir para o Rio de Janeiro no ano que vem e, em 2017, rodar o país, incluindo Juiz de Fora no roteiro. No cinema, em 2016, vou lançar a continuação do “Vai que dá certo” e o filme do ‘Porta dos fundos’, que já estou escrevendo. Pela internet, também estou trabalhando no “Porta afora, que é um programa de viagens.
– Como estão as produções do “Porta afora”?
– Já estamos gravando a segunda temporada. É um tipo de trabalho que eu sempre quis fazer, pois gosto muito de viajar e falar de viagens. Assim, pude aliar o lazer ao trabalho e ao bate-papo, que é sempre muito rico, além de realizar a vontade de apresentar um programa.
– Para um artista que está começando hoje, qual a melhor forma para ele divulgar seu trabalho? Qual veículo é melhor na sua opinião?
– O melhor veículo é sempre o teatro, pois ele ensina muito e dá a base fundamental para que a pessoa cresça como artista. Para investir, não existe uma regra. O artista precisa definir qual área seguir, se vai fazer esquetes de stand-up ou de personagens caracterizados. Todos os veículos são muito bons, mas a internet possibilita a divulgação do trabalho sem custos, e esta pode ser uma boa tática. Ele precisa testar para ver o que funciona e o que não funciona.
‘FORA DO NORMAL’
25 de agosto, às 20h e às 21h30
Independência Trade Hotel
(Av. Itamar Franco 3800)








