O retorno de um herói das antigas
Mais de meio século antes de Indiana Jones ganhar popularidade nas telas, um jovem aventureiro já aguçava a imaginação de leitores pelo mundo ao enfrentar perigos em busca de artefatos históricos. Criado em 1929 pelo belga Hergé (Georges Remi), Tintim entreteve diferentes gerações, desvendando mistérios e explorando localidades remotas, na companhia do cãozinho Milu e do atrapalhado Capitão Haddock. Foram quase 30 anos de exercício de paciência até que o personagem ganhasse uma versão no cinema. A longa espera termina com As aventuras de Tintim – o segredo do Licorne, primeiro episódio de uma trilogia do herói, que entra em cartaz nesta sexta em Juiz de Fora.
O namoro de três décadas entre Spielberg e o desbravador belga começou justamente por causa de uma comparação entre o personagem europeu e o protagonista de Os caçadores da arca perdida. Na época, entretanto, a vontade de adaptar os quadrinhos de Hergé para o cinema esbarrou na falta de um meio adequado para apresentar as histórias de Tintim. A oportunidade surgiu a partir de uma mistura da animação tradicional com motion capture.
Apesar de impressionarem pelo realismo, os efeitos especiais são vistos como um meio de contar as histórias de Tintim e não como atração principal do longa. Com produção de Peter Jackson (diretor de O senhor dos anéis), o filme aposta em animações criadas a partir de atores de verdade. O roteiro foi baseado em três livros do personagem: O Caranguejo das pinças de ouro, O segredo do Licorne e O tesouro de Rackham, o Terrível.
Para o elenco, foi escalado o veterano Andy Serkis, que conheceu esse tipo de tecnologia ao dar vida ao personagem Gollum, de O senhor dos anéis e repetiu a dose em Planeta dos macacos: a origem. O papel de Tintim, por sua vez, ficou com Jamie Bell, famoso por protagonizar Billy Elliot.
AS AVENTURAS DE TINTIM: O SEGREDO DO LICORNE
UCI 2 (3D/dub): 13h10 e 15h30. Classificação: livre.









