Estação Cultural recebe encontro de improviso das artes
Duolhodágua convida Silvana Marques, Gabriela Machado e Confraria dos Poetas para show na Estação Cultural, no sábado, a partir das 20h


“Um encontro de improviso”: essa é a definição que Silvana Marques deu ao falar sobre o que vai ser o evento que acontece neste fim de semana na Estação Cultural – espaço idealizado por ela na Praça da Estação. O Duolhodágua convida, além de Silvana, Gabriela Machado e a Confraria dos Poetas para uma noite de cruzamentos artísticos, no sábado (18), a partir das 20h.
Silvana fala que a pandemia foi um momento de ressignificação para ela. Nesse tempo, ela pensou em fazer um evento em que, ao contrário do que se imagina, a dança guiasse um grupo musical. Quando recebeu o convite para sediar a apresentação do duo de violino e violão, formado por André Ravi e Alexandre Moraes, ela pensou que seria o momento para colocar isso em prática. Gabriela explica que eles já fizeram uma série de eventos como esse, com o nome de “Com-vida”, que promovia “a ideia de estar com o outro e convidar artistas para além da música e ocupar espaços da cidade”.
A proposta, de acordo com ela, é estar no lugar de maneira livre, sentir a música, ser levada por ela e, ao mesmo tempo, guiar. “Antes, tenho que ter todo um preparo físico para estar em presença, zerada mesmo. Com isso, abre um caminho que não podemos prever para onde vai”, diz. As outras artes também vão ocupar esse espaço: Gabriela vai apresentar seu espetáculo “Decifra-me”, criado com base no texto “Pequena morte”, de Eduardo Galeano. A Confraria dos Poetas vai lançar sua quinta antologia e alguns dos integrantes vão declamar suas poesias. “Tudo isso explorando a disponibilidade do encontro com o outro e o que isso pode gerar. Construir narrativas juntos, inclusive com o público”, diz Gabriela.
Celebrar a arte e fazer uma mescla entre as formas de expressá-la é, de acordo com Silvana, o motivo da Estação Cultural. “Aqui, nesse espaço que é fértil por si só, eu me sinto na obrigação de realizar essas coisas. Quero fertilizar mais ainda. Reaplicar tudo isso naquele espaço, no entorno da Praça da Estação, que precisa ser ocupado.” A vontade que ela explicita é a de ir para rua, fazer esses eventos abertos. Mas, enquanto não pode, ela diz ir realizando o que está ao seu alcance. A casa está com lotação máxima de 50 pessoas, e o uso de máscara e apresentação do cartão de vacina contra Covid-19 – comprovando duas doses ou dose única – são obrigatórios.










