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Como foi o Corredor Cultural em JF no fim de semana

Superintendente da Funalfa, Zezinho Mancini faz avaliação positiva do evento, está otimista quanto ao carnaval e avisa que haverá edital da Lei Murilo Mendes ainda este ano

Por Júlio Black

17/12/2018 às 18h10- Atualizada 18/12/2018 às 10h01

Ramón Brandão foi um dos artistas que pintaram na manhã de domingo no Museu Mariano Procópio (Foto: Gil Velloso)

Dos males que vêm para o bem até o limão que se transforma em limonada – sem se esquecer dos ovos que rendem uma omelete -, há momentos em que a adversidade pode resultar no sentimento de que as expectativas são superadas pela união em torno de um bem comum. É com esse sentimento que o superintendente da Funalfa, Zezinho Mancini, fez um balanço sobre a décima edição do Corredor Cultural, que aconteceu no último fim da semana em Juiz de Fora e reuniu mais de 70 atrações em 15 bairros da cidade, com eventos de música a teatro, passando pelo audiovisual, palhaçaria, literatura e artes plásticas, entre outros.

O evento, que tradicionalmente acontece em maio dentro das comemorações do aniversário de Juiz de Fora, teve de ser adiado por causa da greve dos caminhoneiros e depois quase não foi realizado, tendo sido confirmado apenas em novembro – quando houve o anúncio do apoio, via Lei Rouanet, da Unimed Juiz de Fora, que adquiriu uma cota de patrocínio de R$ 100 mil, com o restante ficando a cargo do Governo Municipal. Com pouco mais de um mês para organizar toda a logística, (re)convidar os artistas, Zezinho Mancini acredita que o evento teve um impacto ainda maior que o esperado por diversos motivos.

“Tivemos uma resposta muito positiva tanto por parte do público quanto dos artistas. Ainda não temos a estimativa de público, mas os eventos que foram acompanhados mais de perto estavam com uma presença significativa. E observamos o mesmo pelas redes sociais, com artistas e espectadores fazendo inúmeras postagens dos locais dos eventos, com muitos elogios às atrações. Muito disso se deve à parceria com a Unimed, que, além do patrocínio direto, investiu em mídia, anúncios, e conseguiu 30 funcionários para participarem voluntariamente do Corredor Cultural.”

Chorando de Alegria foi uma das atrações da 10ª edição do Corredor Cultural, que pela primeira vez conseguiu patrocínio por meio da Lei Rouanet (Foto: Gil Velloso/PJF)

Ainda de acordo com Zezinho, esse empenho por parte do patrocinador fez com que os próprios funcionários da Funalfa se dedicassem ainda mais para que o evento desse certo, dedicação esta que teria feedback em postagens nas redes sociais de funcionários e espectadores – o mesmo, aliás, se repetindo com os artistas. “Eles (os artistas) se mostraram muito felizes por estarem na programação. Nós conversamos antes do início do Corredor Cultural e pedimos que levassem em consideração a parceria que conseguimos para este ano, e a resposta foi excelente, o que acaba por se refletir no público. Pedimos a todos para enviarem a estimativa de presença em seus eventos, com esses números queremos mostrar o retorno que o Corredor teve para incentivar futuras parcerias.”

O conteúdo continua após o anúncio

Dentre outros motivos para comemorar, Zezinho Mancini aponta o fato de que, em termos de organização e estrutura, tudo transcorreu normalmente, com apenas um evento cancelado (“Desenharq”, que aconteceria na Biblioteca Municipal Murilo Mendes) de comum acordo. “E tudo isso na reta final do ano, com todas as notícias de cortes, a crise econômica; termos a realização do Corredor Cultural nesse contexto vale muito. Até São Pedro foi ‘parceiraço’ (risos), pois não tivemos problemas com a chuva. Tudo isso nos deixa revigorados para 2019.”

Dentre os planos, a volta do Corredor para maio

E 2019 não pode deixar de entrar na conversa. Afinal, a crise econômica continua em diversos setores, o orçamento ainda é uma incógnita, mas Zezinho prefere manter o discurso do otimismo. O objetivo é manter os eventos realizados este ano, voltar com os cancelados – como os festivais de teatro e dança – e até incluir outros na agenda. “Nossa expectativa é repetir a dobradinha (com a Unimed) e, quem sabe, termos outros patrocinadores, seja para o Corredor Cultural ou algum outro evento. A ideia é que o Corredor aconteça em maio, pois está ligado às comemorações do aniversário da cidade, mas tivemos uma resposta tão positiva agora em dezembro que estamos dispostos a manter alguma atividade em dezembro, talvez uma mostra de arte contemporânea. Mas o importante é a sensação de que essa parceria poderá render outros frutos, seja com as empresas ou com a contribuição de pessoas físicas, algo que temos discutido na Funalfa.”

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Foto: PJF/Natália Leopoldino

Corredor da Folia
Dentre os frutos para o futuro, Zezinho Mancini torce para que o Corredor da Folia, que está agendado para acontecer entre 15 de fevereiro e 5 de março de 2019, consiga atrair interessados para que o Governo Municipal possa oferecer mais que a estrutura, como está previsto inicialmente. “Estamos em conversas com os realizadores desde outubro e explicamos as dificuldades financeiras que a Prefeitura tem enfrentado. Já colocamos à disposição nossa estrutura e seguimos em busca de patrocinadores para ampliar nosso apoio. É uma possibilidade remota, mas trabalhamos para podermos dar alguma boa notícia antes do carnaval”, diz Zezinho, acrescentando que a Prefeitura, de sua parte, não cancelou oficialmente o desfile das escolas de samba, apesar do anúncio feito na última quinta-feira (13) pela Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf). “Independentemente disso (o desfile), teremos os outros eventos do Corredor da Folia”, assegura.

Lei Murilo Mendes 2018
Quanto a outro tema de interesse da classe artística juiz-forana, a Lei Murilo Mendes, o superintendente da Funalfa disse que a expectativa é que o edital seja publicado ainda em dezembro, dependendo apenas de resolver detalhes técnicos para que sejam iniciadas as inscrições.

 

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