O mineiro é solidário no rock

Um dos organizadores do festival, Luqui Di Falco espera arrecadar sete toneladas de alimentos

Andre Matos volta a se apresentar em Juiz de Fora após ausência de 11 anos
Rock é entretenimento, mas sempre pode ser um pouco mais. E é com esse espírito que será realizada na próxima semana, em vários pontos de Juiz de Fora, a décima edição do festival JF Rock City, com a presença de 32 artistas entre os dias 1º e 4 de abril. Além das atrações locais, Andre Matos, ex-Angra e Shaman, será a atração principal do último dia do evento, que será realizado no Cultural Bar. Assim como nas edições mais recentes, o festival mantém seu caráter beneficente, com a arrecadação de alimentos não perecíveis doados para a Ascomcer (Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora).
Um dos organizadores do JF Rock City ao lado dos parceiros do Glitter Magic, Luqui Di Falco destaca que, desta vez, o evento terá o maior número de artistas (32), passando pelo Cultural (em dois dias, sendo que o último dia terá três palcos na parte interna, mais o do estacionamento), Bar da Fábrica e Galpão Lounge & Bar. Entre os nomes locais que participam do festival estão – além do Glitter Magic – Usversus, La Macchina, Vivenci, Martiataka, Los Kactus, Art of Murder, Seu Nadir, Andromedas, entre outros. Em seu terceiro ano com o apoio da Lei Murilo Mendes, o evento vai cobrar apenas a doação de um quilo de alimento não perecível nos dias 1º e 3 de abril; nos dias 2 e 4, será cobrado um quilo de alimento e mais R$ 15, devido à maior estrutura necessária para o evento.
“Queremos comemorar nossa décima edição, por isso decidimos fazer algo maior”, explica Luqui, que, ao lado dos parceiros de banda, organiza o festival (cujo nome foi inspirado na música “Detroit Rock City”, do Kiss), desde 2007. “Montamos o JF Rock City porque não havia espaço para tocar – principalmente para quem fazia heavy metal e hard rock -, e poucos nomes, como o Martiataka, conseguiam se apresentar. Era preciso criar nosso espaço para começarmos a atrair o público”, relembra.
Se no início eram apenas seis bandas em apenas um dia, com o tempo o espaço foi aberto. A partir da aprovação do projeto pela Lei Murilo Mendes, o festival – anteriormente integrado apenas por nomes do heavy metal, hard rock e rock and roll locais – pôde incluir outros estilos. E, com exceção da noite que será dedicada ao metal, nada de colocar cada um em seu quadrado: no dia 4, por exemplo, haverá folk, pop, grunge e heavy metal, por exemplo. “O público foi comprando a ideia, ele é um elemento ativo na realização do JF Rock City, mesmo que tenhamos a divulgação da mídia tradicional.”
O apoio municipal permitiu, então, realizar o evento com entrada gratuita, e uma das contrapartidas oferecidas pelos organizadores do festival foi dar a ele o caráter beneficente dos últimos anos. “A avó do Rhee Charles (vocalista) foi muito bem atendida na Ascomcer, então resolvemos ajudar a instituição e criamos o ‘JF Rock City – Rock contra o câncer’. Agora realizamos o evento na semana anterior a 8 de abril, quando é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer”, diz Luqui. No primeiro ano, foram alcançadas duas toneladas em doações e pouco mais de quatro toneladas em 2014. Para este ano, Luqui Di Falco espera atingir o recorde de sete toneladas, graças à vinda de Andre Matos. “Ele foi escolhido porque foi o nome ‘de fora’ mais pedido pelo público. Ele não se apresenta na cidade desde 2004. E o Andre abraçou a ideia do evento.”
A assessora de imprensa da Ascomcer, Sara Tellado, ressalta a importância do evento para a instituição. “Como somos uma instituição filantrópica, as doações permitem que o dinheiro destinado para a alimentação possa ser usado para comprar outros itens, como medicamentos”, diz ela, informando ainda que a Ascomcer oferece, em média, 250 refeições diárias para pacientes, acompanhantes e funcionários.
A arrecadação no JF Rock City é tão expressiva, diz Sara, que a instituição repassa parte do que recebe para outras entidades de caridade.” Luqui acrescenta que a organização do festival sempre entra em contato para saber quais são as maiores necessidades da instituição. “Nós conseguimos arrecadar, basicamente, os itens mais necessários, como arroz, feijão, macarrão e leite. Mas, se há uma necessidade mais urgente, divulgamos pela internet. No ano passado, por exemplo, foi quase uma tonelada de macarrão. E temos que agradecer ao público por contribuir com o que é necessário, às vezes, doando até mais do que apenas um quilo de alimento”, diz o músico.








