A arte do detalhe
A riqueza de detalhes dos desenhos de Iriê Salomão revela a destreza de um artista que apura a técnica do bico-de-pena desde 1975. As 19 obras que entram em exposição a partir de amanhã, no Architecton, trazem desenhos em nanquim puro e também aquarelas enriquecidas com traços precisos. É um tipo de desenho que prima pelo detalhe, enfatiza.
De temática variada, a mostra reúne a imagem de pássaros, deuses, mitos, paisagens e também elementos colhidos ao acaso, durante as andanças de Iriê pela ruas de Juiz de Fora. Nesse segmento, o artista exercita sua técnica em objetos simples, como uma folha caída no chão ou uma lata amassada. A variedade, segundo Iriê, exemplifica como a técnica em questão se manifesta em diferentes universos.
É necessário dominar o papel, as canetas e ter conhecimento sobre desenho, comenta o desenhista. Exercida por poucos artistas atualmente, a técnica do bico-de-pena é conhecida pela dedicação que exige e pelo tempo de trabalho que consome. No caso de Iriê, trata-se de uma prática diária de, pelo menos, duas horas. O preto e branco é a base do meu trabalho, um tipo de arte que exige muita precisão, já que não há como utilizar a ilusão da cor para ludibriar o espectador.
IRIÊ SALOMÃO
Abertura amanhã, às 20h. Visitação de segunda a sexta, das 8h às 18h. Até 31 de outubro
Architecton
(Rua Padre Café 357)









