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Gesto e palavra


Por Tribuna

16/03/2013 às 07h00

Enquanto a base de um é a palavra, a do outro é o gesto. Se um abusa do onírico e do fantástico, o outro não tem como se desvincular do real, do concreto. Personagens sem nome, mas que pretendem passar ao público a verdade de suas histórias. Dois monólogos serão reapresentados neste fim de semana e no próximo no Mezcla (Rua Benjamin Constant 720). Nestes sábado, domingo e segunda, Meu dia perfeito, com Marcos Marinho, retorna ao espaço, às 21h. O espetáculo tem direção de Ricardo Martins e duração de 58 minutos. Por meio de técnicas de clown, narra um típico domingo de Senhor M, um professor de línguas que não consegue se comunicar com os vizinhos. Em seu terraço em um pequeno edifício, o personagem desfia seu gramelot – uma linguagem ininteligível que exibe sonoridades parecidas com a de vários idiomas – e vive mergulhado em uma selva de pedra, feita de arranha-céus e solidão. Palavras mesmo só aparecem quando o narrador ausente faz algum comentário sobre a estranha rotina de Senhor M. José Eduardo Arcuri empresta sua voz para esses momentos. Na próxima semana, é José Eduardo Arcuri quem sobe ao palco, dirigido por Marinho. Nos dias 23, 24 e 25 de março, Uma pátria que eu tenho conta as memórias de um pracinha da Segunda Guerra Mundial, em suas descobertas sobre o amor e a guerra.