Juiz-forano lê em média oito livros por ano
Juiz de Fora ocupa a segunda colocação entre municípios do interior de Minas Gerais com o melhor índice de leitura, ficando atrás apenas de Poços de Caldas. A pesquisa, realizada pela Câmara Mineira do Livro (CML), com apoio do Fundo Estadual de Cultura, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC-MG), divulgada ontem pelo Governo estadual, aponta que o juiz-forano lê, em média, 8,14 livros por ano, enquanto os moradores de Poços de Caldas lêem 9,78. O resultado obtido junto a outras seis cidades-polo do estado – Teófilo Otoni, Uberlândia, Divinópolis, Governador Valadares, Patos de Minas e Montes Claros – mostra que o número de livros – ou partes de livros – lidos nos últimos 12 meses nesses municípios é quase o dobro se comparado à média brasileira: 6,55 contra 3,6. A pesquisa entrevistou 1.100 pessoas entre 10 de março e 20 de junho deste ano.
O resultado obtido pode ter relação com o último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Poços de Caldas ficou na faixa de 0,779. A cidade tem 94 escolas públicas e particulares, das quais 52 possuem bibliotecas, destas, três são municipais. São três universidades públicas e seis particulares. Em Juiz de Fora (IDH de 0,778), são 372 escolas públicas e particulares, contabilizando 268 bibliotecas escolares. O município conta, ainda, com diversas faculdades privadas (onde há bibliotecas) e com a UFJF.
Sobre a natureza das demandas, o estudo destacou a Bíblia, obras de literatura, livros esotéricos e religiosos, didáticos e universitários, seguidos por histórias em quadrinhos e títulos de poesia. A pesquisa utilizou metodologia baseada no comportamento do leitor desenvolvida pela Unesco para aplicação nos países da América Latina e Caribe. A escolha das oito cidades se deu pelo papel polarizador que desempenham nas regiões onde estão situadas, informa o presidente da CML, Zulmar Wernke.
Foram analisados aspectos como hábitos e frequência de leitura, além de materiais e equipamentos culturais utilizados pelos entrevistados, além da infraestrutura educacional, a partir da oferta de escolas públicas e privadas, universidades, serviços educacionais e culturais, grande número de habitantes, setor industrial diversificado, presença de agronegócios. Belo Horizonte não foi incluída porque o levantamento na capital será realizado neste segundo semestre de 2013.









