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Diário de bordo


Por ELIZABETH WERNECK FONTAINHA, ASSISTENTE SOCIAL

14/08/2013 às 07h00

A Eslovênia é um pequeno país do Leste Europeu e tem um cenário de conto de fadas, perfeita para uma viagem romântica. Ali onde os Alpes encontram o Mediterrâneo e a Europa Central vê os Bálcãs, dois milhões de habitantes se espalham por uma área menor que a do estado brasileiro de Sergipe. E todo esse território é propício ao turismo, com a vantagem de a Eslovênia ainda ser bem menos explorada do que a vizinha Croácia. Ao visitá-la, de fato, constatei que eu a conhecia muito pouco. Primeiro, um breve histórico: por séculos, a Eslovênia pertenceu ao Império Austro-Húngaro, dissolvido no começo do século XX. Após a Segunda Guerra, integrou a República Socialista Federativa da Iugoslávia de 1945 e, com Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Croácia etc., esteve sob o comando do Marechal Tito. A autonomia veio após um referendo, em 1991. Em 2007, o país adotou o euro como sua moeda e faz parte da União Europeia desde 2004.

A sua capital Liubliana, que também é a maior cidade do país, é um charme. Aparentemente, Ljub é derivado da palavra Alemã Liebe, que significa amor. Fundada no ano 1º a.C., no tempo do Império Romano, tem um belo castelo medieval do século XV, casarões e monumentos de arquitetura destacada ao longo do Rio Liublianica, que corta a cidade. A agitação ocorre ali no Centro, em barzinhos, restaurantes e galerias de arte. É possível passear a pé ou de bicicleta.

Além da capital, existe na Eslovênia uma cidade chamada Bled, que parece ter saído de um conto de fadas. A pequena Bled fica aos pés dos Alpes, tem uma bela vista para os picos Stol e Triglav, e possui um lindo lago de águas cristalinas. Nesse lago, existe uma ilha, onde uma igreja foi construída. Como se isso não bastasse, ainda existe um imponente castelo medieval construído na beirada de um elevado rochedo que nem dá para acreditar que ele está ali há tantos séculos. Além dessas cidades, não deixe de incluir Maribor e Pjtuj, que se destacam pelo ar medieval. Fui tão surpreendida pela Eslovênia que certamente minha viagem pelo Leste Europeu não estaria completa sem essa parada.