Diário de bordo
O ano de 2012 foi muito intenso.Tive muitas alegrias: conheci meu pai, me casei e fui passar a lua de mel em Buenos Aires. Primeira vez de avião! Saímos do Galeão, no Rio de Janeiro, no dia 1º de julho, às 16h. Cometi algumas gafes, como tentar abrir a porta da aeronave ou da cabine do comandante, ao invés do banheiro. A chegada foi um tanto surpresa, já que o tempo fechou próximo a Porto Alegre e teríamos que pousar lá por volta das 21h.
No final, fomos para o aeroporto central, que ficou bem mais perto do Hotel Bristol, localizado na Rua Cerrito, paralela à Avenida 9 de Julio. Às 21h, fomos procurar algo para comer no restaurante Arturito, especialista em massas, pois a cozinha do hotel, no domingo à noite, não funciona. Que nhoque à bolonhesa divino! Ao voltar para o hotel, fomos aproveitar o espaço e descansar para a jornada do dia seguinte. O café da manhã foi regado a medialunas (croissants), uma das especialidades da cidade. Tem em todo bistrô e cafeteria.
Saímos para conhecer a bela Buenos Aires. Meu marido quase não levou roupa de frio, e estava de doer os ossos. Rodamos a pé, e o convenci a comprar um kit de inverno básico: luvas, touca, cachecol e sobretudo. Levamos um pouco de dólar e adquirimos pesos no Banco de La Nación. Embora minha cunhada dissesse que lá estava ótimo para fazer compras, não achamos tão barato assim. Só valeram a pena os perfumes no Free Shopping.
Meu marido quis conhecer os principais pontos turísticos. Por isso, compramos o pacote City Tour, que dá direito a show de tango, zoológico de Luján, Rio Tigre e Estádio do Boca. Ficamos uma semana, andamos muito a pé e comemos em vários restaurantes o famoso bife de chorizo (contrafilé) com papas (batatas) fritas ou ensopadas e ensaladas (saladas). Não tem feijão em lugar algum. Eles não usam sal, cebola e alho. A carne é servida mal-passada. Se quiser saboreá-la bem cozida, deve-se pedir bife de chorizo à la mariposa, isto é, partido ao meio como filé e bem passado. Se pedir arroz, ele demora para chegar e, quando chega, vem frio, duro e pronto para fazer doce. O melhor é nunca pedir. Variamos o cardápio em um restaurante indiano, que, ao contrário, tinha muito tempero e tudo muito exótico.
Fomos a bistrôs, museus, à famosa Catedral Metropolitana, à Casa Rosada, à Rua Florida (estilo Calçadão de Juiz de Fora), à Igreja de São Miguel, à Catedral de Luján e a várias lojas e estabelecimentos comerciais. Destaco o Madero Tango, que fica em Puerto Madero. Ganhamos um delicioso jantar acompanhado de vinho tinto, sobremesas bem saborosas e aula de tango. Vale a pena passear em Buenos Aires. A cidade é linda, o comércio só funciona a partir das 10h, e o povo é boêmio e hospitaleiro. A rivalidade fica por conta do futebol!









