Tradição restaurada
A preocupação em restaurar seu patrimônio e melhorar a qualidade de vida de seus moradores são pontos fortes da capital pernambucana, Recife. O belo conjunto de casarões, tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco, ganha vida com as fachadas pintadas em cores vibrantes, reflexo de uma Recife Antiga que renasce. Na Praça Rio Branco, está o Marco Zero, rosa-dos-ventos demarcada no chão, referência oficial para todas as distâncias do estado.
Ao norte da praça, é possível avistar a polêmica obra que se destaca em meio ao Parque das Esculturas, de Francisco Brennand – a Torre de Cristal. Acusada de exibir o formato de um falo, a obra possui 32 metros de altura e se situa no estuário do porto de Recife, banhado pelo Rio Capibaribe e protegido por um dique natural. A recuperação da área portuária desativada pretende dar lugar a uma orla de lazer, com restaurantes e lojas – semelhante ao que foi feito de maneira bem-sucedida em Puerto Madero, Buenos Aires -, e segue a todo vapor. A primeira sinagoga das Américas se destaca, rodeada por construções majoritariamente em estilo neo-clássico.
Também na parte histórica, que se propõe a resgatar a tradição boêmia, está a Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda. A associação conta com mais de cem exemplares, que chegam a pesar 20kg, sucesso pelas ladeiras pernambucanas no carnaval. Os gigantes também conquistaram o exterior, participando de eventos como o Brazilian Day, em Nova York. A embaixada exibe aos turistas alguns dos bonecos – modelados à mão em argila e, em seguida, em gesso, até chegar à fibra de vidro -, réplicas que chegam a quatro metros de altura de celebridades ou personagens brasileiros e internacionais. Na sala, o rei do baião, Luiz Gonzaga, está lado a lado com outros reis, Roberto Carlos, Michael Jackson e Pelé, além do narrador Galvão Bueno e da sensação do último carnaval, o ministro Joaquim Barbosa, entre tantas outras caras conhecidas.
Do elevador panorâmico do Atlante Plaza Hotel, um dos sofisticados hotéis da cidade que vai hospedar dirigentes e atletas na Copa das Confederações, é possível vislumbrar alguns dos 9km da principal praia de Recife, Boa Viagem. Os arrecifes represam as águas do mar e formam piscinas naturais de água morna. Embora atrativa, a água é pouco aproveitada pelos banhistas, em função dos recentes ataques de tubarões, conforme é alertado em placas vermelhas espalhadas por toda a orla.
A feirinha de Boa Viagem, situada ao lado da singela Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem, datada de 1707, e a Casa da Cultura, primeira cadeira pública do estado, desativada na década de 1970, que hoje abriga dezenas de lojas de artesanato em cada uma das velhas celas, são outras paradas obrigatórias aos visitantes que desejam encher as malas. Já aos turistas que pretendem levar na bagagem experiências gastronômicas, a pedida é o restaurante Parraxaxá, com mais de uma centena de pratos típicos nordestinos, tais como baião de dois, arroz de leite, carne-de-sol com macaxeira na manteiga de garrafa, bolo de rolo e cartola (doce de banana com queijo), acompanhados de sucos de frutas da região, como umbu e cajá.
* A repórter viajou a convite de Pontes Hotéis & Resorts e
Interpool Viagens









