Evento discute caminhos da educação musical
Com a ideia de conseguir pensar na música para o outro e como isso pode transformar o cotidiano das pessoas, teve início nesta sexta-feira (12) o Festival de Música e Educação em Juiz de Fora. Pautado pelos questionamentos em torno da carência e qualidade do ensino musical, o evento, que acontece no Ritz Plaza Hotel, traz para a cidade, até o domingo (14), workshops e palestras sobre o tema.
Durante os três dias, mais de 24 horas de atividades serão desenvolvidas, reunindo tanto empreendedores quanto acadêmicos. “Queremos fazer um ponto de encontro, pois é difícil ter eventos como esse. A ideia de trazer diferentes vertentes é para mostrar que não tem uma fórmula ou um formato correto de seguir”, explica o idealizador do festival e fundador do CataVento Centro de Educação Musical, Rafael Motta.
Dentre os destaques da programação está Maurício Maas, multi-instrumentalista, ator, professor, sonoplasta, diretor e produtor musical, integrante do grupo Barbatuques. Outra atração é o workshop de educação inclusiva com Luiz Alberto, criador do projeto Música Tátil. Deficiente visual, o profissional contará sobre sua trajetória em busca do aprimoramento e como ele trabalha com os deficientes visuais, além de apresentar ideias de exercícios a serem aplicados englobando desde a teoria até a prática. “Na segunda, dia 15, a partir das 15h, vamos oferecer uma oficina aberta para deficientes visuais poderem fazer uma aula de música com a gente no Catavento”, ressalta Rafael. A entrada para essa atividade é gratuita. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (32) 99186-4646 ou pela página CataVento no Facebook. Para os demais eventos, as inscrições estão esgotadas.
Popularização
Em oito anos de existência de seu centro de formação, Rafael Motta sentiu a necessidade de capacitação de seus próprios instrutores e, a partir daí, voltou as atenções para o nicho da educação musical como um todo. “Passamos a incentivar todas as pessoas que trabalham com música a buscar esse tipo de conhecimento. Não tem faculdade de música em todos os lugares e não é muito comum de achar. Então existe ainda uma distância entre o músico popular e esse conteúdo que fica dentro da faculdade, que seria o curso de licenciatura em música”, explica.
Caminho traçado
Para Rafael, as motivações do projeto baseiam-se em experiências de vida. Por não possuir facilidades de acesso ao ensino musical em Valença, onde cresceu, o empreendedor precisou se mudar para o Rio de Janeiro, onde formou-se em licenciatura em Música.
“Quando eu retornei a minha cidade, eu abri uma escola e senti essa dificuldade em conseguir explicar o que estávamos trazendo como proposta de ensino para as pessoas. Eu senti isso tanto com os clientes e principalmente com nossos professores. Entendo que quanto mais pessoas estiverem trabalhando com educação musical de qualidade, mais regularizado vai ser esse setor”, conclui.









