Com ‘boom’ de Bad Bunny, confira 5 restaurantes para provar tempero latino em Juiz de Fora
Opções em Juiz de Fora trazem iguarias típicas da Argentina, do México e da Venezuela; confira quais são os pratos e suas histórias
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl e sua festejada passagem pelo Brasil em fevereiro deixou um só recado: somos América Latina. Esse sentimento de pertencimento a uma região geográfica e cultural marcada por características parecidas no que diz respeito à colonização e forma de desenvolvimento também fez com que mais pessoas quisessem conhecer nossos “hermanos”. E por que não começar esse processo pela boca por meio do tempero latino? A culinária latino-americana é bastante diversa e repleta de sabores únicos. Apesar de toda a comida feita em solo brasileiro fazer parte dessa cultura, vale provar os restaurantes juiz-foranos que mostram um pouco dessa variedade.
Apesar de Juiz de Fora não ter restaurantes de cada um dos países da América Latina, os que existem valem a visita. Isso porque cada lugar tem suas tradições e sabores, e se aprofundar pode ser uma descoberta do que temos em comum e o que temos de diferente.
Confira iguarias com tempero latino:
Empanadas argentinas
A empanada está para Argentina assim como o pastel está para o Brasil: são alimentos icônicos e com uma diversidade de sabores. No caso das empanadas, no entanto, a massa é caseira e muitas vezes passada de geração em geração. Em Juiz de Fora, é possível provar a iguaria em diferentes lugares, mas a Las Empanadas de Agustin segue à risca o modo de fazer dos hermanos: isso porque o chef Agustin Viveros veio da Patagônia, e faz a receita com a massa assim como aprendeu em sua região. A grande diferença para o pastel, como explica Agustin, está justamente na diferença que cada região possui em relação a sua particularidade e ao recheio específico. E é justamente o que a borda da massa indica, além de marcar o sabor.
Dessa maneira, a empanada fica mais macia e elástica, com o recheio temperado. O sabor pode ser escolhido entre carne tradicional, humita (milho cremoso e queijo) e fugazzeta (cebola caramelizada, queijo e tomilho). E ainda, como ele define, deve ser suculenta, “estalar” na boca, e ser um pouco crocante, mas também macia. As encomendas podem ser feitas via Instagram, WhatsApp e site, de terça-feira a sexta-feira, com pedido mínimo de cinco unidades.
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Tacos mexicanos
A origem dos tacos é bem anterior à chegada dos espanhóis ao país. Os historiadores já determinaram que o prato foi criado pelos astecas, que utilizavam tortilhas de milho como espécie de colheres para outros alimentos. Foi assim que esse alimento, hoje consumido no mundo inteiro e um sucesso entre redes de fast-food, teve o início de sua popularização. Além da massa, ele também leva um recheio feito com um tipo de carne, queijos, vegetais e guacamole (uma pasta também tradicional e que tem como base abacate).
Os tacos costumam ser bem picantes, e podem ser macios ou fritos. Em Juiz de Fora, o alimento é destaque no Los Mex, na versão mais crocante, onde tem uma diversidade de sabores e também é servido com salsa roja. Um ótimo jeito pra experimentar!
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Arepas venezuelanas
As arepas são a base da culinária da Venezuela e da Colômbia — e são consumidas a qualquer hora do dia, do café da manhã aos petiscos em bar. Isso porque elas têm como principal característica a versatilidade: são feitas de um tipo de pão de milho moído e moldado em formato de discos. Quando o alimento foi inventado, pelas tribos indígenas de ambas as regiões, o milho era considerado um presente dos deuses, e a iguaria chegava a demorar um dia inteiro para ser preparada. Mas, hoje, com as farinhas pré-prontas e as tecnologias de preparo, esse tempo pode ser bem menor.
No Venebar, as arepas saem a noite toda. O bar é conduzido por dois imigrantes da Venezuela, Fred Gruber e Lenis Garcia, que oferecem as arepas recheadas e também as “arepitas”, feitas em um formato um pouco menor. Vale provar até acompanhada do drink “papelón”, também venezuelano.
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Burritos mexicanos
Muitos sabores da culinária latino-americana surgem da necessidade: é o caso do burrito. Reza a lenda que o alimento foi criado durante a Revolução Mexicana, em uma cidade próxima a fronteira com os Estados Unidos, por um homem chamado Juan Méndez. Os clientes sempre pediam que ele cozinhasse algo que ficasse quente até que atravessassem para o outro país. E, assim, ele teve a ideia do burrito, que enrola ingredientes como carne, feijão, molhos e vegetais em uma tortilha de trigo.
A refeição logo se tornou popular por ser bastante completa e prática, sem precisar nem de talheres. Para quem ainda confunde os burritos com os tacos, é só lembrar: os primeiros costumam ser totalmente fechados e feitos com tortilha de trigo, em formato bem maior, ainda que os temperos possam lembrar um ao outro. Em Juiz de Fora, o restaurante Los Dos, que tem comida Mexicana, serve com essa mesma inspiração, trazendo em seu recheio até opções como lombo e costela.
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Alfajores argentinos
Muita gente nem sabe, mas o alfajor não nasceu em solo argentino. Mas foi nesse país que ele ganhou uma de suas principais características: o recheio de doce de leite. O alimento já existia há décadas, na culinária árabe, e foi introduzido na Espanha com a chegada dos mouros. Na época, ele era feito com mel, amêndoas e especiarias.
Mas quando o alfajor chega no continente sul-americano, junto com os colonizadores, também passou por modificações em seu preparo. E virou um dos doces mais tradicionais de toda a América. Exemplo disso é a Havanna Cafeteria, uma rede argentina de alfajores e doces de leite com mais de 80 anos, que tem unidades em diferentes localidades do mundo, incluindo Juiz de Fora.
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