Olhar de perto
Quando a câmera deseja alcançar emoção, aproxima-se em close. No mesmo movimento, chegar mais perto e permite detalhar objetos ou situações. O close nada mais é que a ausência de ruídos, a objetividade colocada em prioridade, o sentimental em grande voltagem. Em sua primeira exposição individual, intitulada Closes, a artista plástica Rachel Gouvêa parte de ensaios fotográficos realizados por ela para transpor em desenhos e pinturas seus enquadramentos mais fechados. Em cartaz na Galeria Renato de Almeida, do Centro Cultural Pró-Música/UFJF (Av. Rio Branco 2.329), a mostra reúne obras inéditas, com temáticas que vão desde a fauna até a flora, passando pela natureza morta e pela arquitetura. Várias das imagens apresentadas foram concebidas com flores e objetos encontrados por ela em seus espaços de convívio, o que acaba por criar uma experiência sensorial a partir das identificações cotidianas.









