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2ª edição do Comida di Buteco começa sexta


Por Amanda Fernandes

11/04/2012 às 18h30

Em 2011, os bares ficaram livres. Este ano, a liberdade vai dar lugar a um item que é paixão e símbolo de mineiridade: o queijo de minas. Começa nesta sexta-feira (13) a segunda edição do Comida di Buteco, e, desta vez todos os petiscos dos bares participantes, tanto em Juiz de Fora quanto em todo o estado, devem ter o queijo mineiro como ingrediente, podendo variar entre o padrão, o canastra ou o do serro.

Até dia 29 de abril, 15 bares da cidade vão tentar conquistar o freguês não somente pelo estômago, mas também pelo atendimento, limpeza e temperatura das bebidas, critérios que os frequentadores vão poder julgar em cada boteco. O júri do Comida Di Buteco será formado tanto por especialistas convidados quanto pelo público em geral, que votará em cédulas distribuídas nos próprios bares. A apuração dos votos é feita pelo Instituto Vox Populi.

"A cidade acolheu o concurso. Juiz de Fora foi uma escolha acertada, devido a sua vocação para os botecos e sua importância na vida cultural", destaca Maria Eulália Araújo, uma das sócias do projeto.

Como a missão do festival é resgatar e valorizar a cultura e a culinária de raiz, há alguns anos a organização vem colocando obrigatoriedade de ingredientes. O jiló foi o eleito para Belo Horizonte em 2010, causando reboliço em todo o país. "Colocar uma exigência também não deixa de ser um desafio à criatividade e à habilidade do dono do bar", observa Maria Eulália. Por conta do patrocínio de Hellmann’s e Doritos, os donos dos bares foram chamados a criar petiscos com os produtos, que também entram no cardápio nessas duas semanas.

Os participantes são escolhidos pelo idealizador do festival, o empresário Eduardo Maya, que tem a árdua missão de rodar o país em busca de botecos consolidados ou com potencial culinário para despontar. Ele chega a frequentar mil bares por ano. "O critério principal para a participação é a ligação direta do dono do bar com a rotina do local. O bar tem que ser único e não pode pertencer a uma rede", explica Maria Eulália.

Expectativa

Vencedor da primeira edição do Comida di Buteco na cidade com o "Fígado com jiló", Abílio Moreira, proprietário há mais de 40 anos do Bar do Abílio, vem mais uma vez otimista para o festival. Ele garante que toda a equipe já está preparada para as próximas semanas. "Abraçamos a ideia com dedicação total. Meu bar já era conhecido e, com o Comida di Buteco, ficou ainda mais popular." Embora a expectativa com a porção "Puro sabor" seja a de um bi-campeonato, a visão carrega ainda um pé atrás. "Vamos ver o que os concorrentes estão preparando", diz, esperando contar com dez mil votos.

Se ele ficou em segundo lugar no ano passado, este ano ele quer o primeiro lugar no pódio. Luiz Antônio (Totonho) Corrêa, proprietário do Bar do Totonho, no Retiro, aposta em uma edição ainda melhor este ano. "Foi difícil adicionar o queijo nos meus pratos. Fiz teste e depois pedi a opinião dos familiares e de clientes habituais, mas deu certo."

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