Tudo o que a criança quer ouvir

Sandra Peres e Paulo Tatit comandam o show, que terá projeções em 3D
“Estamos doidos para reencontrar nosso público de Juiz de Fora. É sempre um prazer estar aí.” Se a dona dessa frase está eufórica com sua vinda à cidade no próximo domingo, às 18h, no Cine-Theatro Central, que dirá a garotada. “Bolacha de água e sal” e “Vem dançar com a gente” são duas das canções que fazem parte do show comemorativo dos 20 anos de estrada do grupo Palavra Cantada, celebrados em outubro de 2014. É óbvio que o refrão que gruda feito chiclete na nossa cabeça entrou com força para o setlist: “O que que que tem na sopa do neném?/ O que que tem na sopa do neném?/ Será que tem espinafre?/ Será que tem tomate?/ Será que tem feijão?/ Será que tem agrião?/ É um, é dois, é três…”, diz o sucesso que faz parte do repertório do álbum “Canções de brincar”.
“Cantaremos músicas novas, como ‘Coloridos’, e as consagradas. Existe uma em especial, ‘Tente entender’, que nunca entrou para o show. Ela fala de uma menina que está deixando de brincar de boneca. Vamos apresentar as mais queridas do público e nossa para proporcionar uma grande viagem na nossa carreira”, adianta a cantora Sandra Peres, que divide o palco com o parceiro Paulo Tatit.
Com o título “Palavra de escola: é cantada”, o espetáculo terá direito a projeções em 3D nos cenários, cujo encantamento se multiplica devido aos jogos coloridos de luz. Para agradar os ouvidos, um novo instrumento, chamado Boom Wacker, fará parte dessa festa. O objeto é formado por vários tubos de diferentes tamanhos e faz um “som muito legal”, segundo Sandra. A intenção do projeto patrocinado pela TIM, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, é desenvolver mecanismos com a geração conectada. Por falar nisso, Sandra destaca a intenção da dupla de sempre usar a tecnologia a seu favor e a favor dos pequenos. Com a entrada do Palavra Cantada no mundo virtual, a relação com a plateia mirim se estreitou, já que, no site, há, inclusive, aplicativos de interação com a dupla.
“Menino sempre vai jogar futebol, vai brincar de empinar pipa na rua e brincar com os amiguinhos de carrinho. A menina vai sempre se divertir com a boneca e fazer comidinha e roupinhas para ela, exatamente como sempre foi. Essas brincadeiras sempre existirão. A diferença é que temos a tecnologia, que não vem para atrapalhar”, observa a artista, ressaltando a importância dos mais crescidos nesse processo. “Depende de o adulto monitorar o tempo em que a criança ficará exposta ao computador ou à TV, qual o tipo de programação ela assiste. Cabe ao adulto ajudá-la a fazer a melhor escolha.”
Com o apoio de Sandreca e Pauleco
E o que dizer da Sandreca e do Pauleco? “O Palavra Cantada hoje é uma marca. Os bonecos seguem todo um guia de estilo que tem a ver com a gente, nosso jeito, nossa expressão. Não são bonecos que representam ainda, pelo menos nos shows, mas eternizam nossa história. Depois de uma certa idade, de uma trajetória, achamos importante ter uma continuidade com essa representação.” Buscando privilegiar o respeito, a inteligência e a sensibilidade da criança, o Palavra Cantada caiu no gosto popular já na sua criação, no ano de 1994. São 15 álbuns lançados, livros e vários prêmios, entre eles o reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2009. O número de discos vendidos ultrapassou a casa dos 3,5 milhões.
“O que mais motiva as pessoas a gostarem do Palavra Cantada é a relação honesta que temos com o público. É a forma como interpretamos as canções, fazemos os arranjos. A gente pensa sempre numa coisa bem brasileira. Também valorizamos muito o não usar atitudes artificiais para ter a atenção da s crianças. Agimos de maneira muito natural, falando do jeito que elas compreendem. As famílias são muito fieis porque sabem que nossas letras falam de algo interessante, sem ser didático, porque não somos professores. Por fim, tem o humor, a poesia.”
PALAVRA CANTADA
Domingo, às 18h
Cine-Theatro Central
3215-1400








