Causos de Minas
A atriz Suzana Nascimento, nascida em Juiz e Fora, estreia a peça "Calango deu! Os causos da Dona Zaninha", sobre o universo mineiro da contação de causos. O trabalho é resultado de uma pesquisa sobre a cultura popular mineira, iniciada pela atriz em 2007. "Esses causos contados e cantados formam o calango, um gênero poético-musical cantado em rimas improvisadas ou decoradas, que também é dançado nos bailes no interior", explica Suzana. A peça, um monólogo dirigido por Isaac Bernat, estreia amanhã, às 19h, no Teatro Café Pequeno, no Leblon, e fica em cartaz até o dia 9 de dezembro, sempre aos sábados e domingos, às 20h.
Suzana, que começou a cursar faculdade de jornalismo na UFJF, também atuou no curta-metragem "Santas", de Roberval Duarte, como atriz e colaboradora no roteiro. O filme teve sua estreia no Festival Cine Ceará, onde ganhou o prêmio de melhor direção. Embora tenha iniciado o curso de jornalismo, Suzana formou-se no Rio, movida pelo desejo de trabalhar com teatro. "Saí da minha cidade aos 21 anos, em 2000, para cursar a UFF, já sabendo que não seria apenas uma viagem para estudar, mas sim para construir o caminho que eu escolhi. Eu iria fazer essa faculdade, mas já visando ingressar também em uma escola profissionalizante de teatro, me formei em produção cultural, na UFF, e depois em interpretação, na CAL".
Já como atriz, em terras cariocas, a juiz-forana atuou nos espetáculos "O que você gostaria que ficasse", com concepção e direção de Miguel Thiré e realização do Brecha Coletivo, do qual faz parte, e "Peças de encaixar", com a Cia dos Atores, dirigida por Cesar Augusto e Susana Ribeiro. "Também sou contadora de histórias há 12 anos e já levei essa arte a muitos cantos, entre programas de TV e rádio, teatros, museus, livrarias, bibliotecas, praças e onde mais a palavra puder alcançar."
A peça que estreia amanhã é uma grande homenagem aos contadores de causos e cantadores, a Minas Gerais, e nasceu da saudade que Suzana sente por sua terra natal. "A frase que abre o espetáculo é um provérbio africano que diz: ‘Quando um velho morre, uma biblioteca se incendeia’, e eu penso que contar histórias é perpetuar saberes adquiridos na experiência da vida, é tocar o maravilhoso e uma maneira de garantir a nossa permanência. E com muito humor, a Dona Zaninha vai contando seus causos, entre um cafezinho e uma música (que eu toco no bandolim ou no pandeiro), com uma simpatia, uma receita ou uma superstição na ponta da língua".
CALANGO DEU! OS CAUSOS DA DONA ZANINHA
Estreia amanhã, às 19h. Sábados e domingos, às 20h, até 9 de dezembro, no Teatro Café Pequeno (Rua Ataulfo de Paiva 269 – Leblon – Rio de Janeiro)









