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Um café para conversar sobre a vida


Por MARISA LOURES

09/07/2015 às 07h00- Atualizada 09/07/2015 às 17h02

Amanda Ribeiro e Carla Oliveira integram a Cia. Transitória de Teatro, que estreia a peça

Amanda Ribeiro e Carla Oliveira integram a Cia. Transitória de Teatro, que estreia a peça “Um cadim…” (Divulgação)

Em uma cozinha de roça, uma parada para tomar um café e conversar sobre a vida. Essa é a proposta do espetáculo “Um cadim…”, que cumpre curta temporada nesta quinta e sexta-feira, às 20h30, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. O elenco, composto por jovens atores que passaram pelo “Gente em primeiro lugar” quando adolescentes, vai para a cena com direção de Leo Cunha, ex-coordenador do programa da Funalfa. Com a montagem, surge a Cia. Transitória de Teatro. “Estamos construindo esse conceito de transitar, mas a ideia é que eles continuem nos palcos, independentemente de estarem comigo ou não. As portas estarão sempre abertas”, diz o diretor.

A primeira versão de “Um cadim…” surgiu em 2012. Leo instruiu seus “menores aprendizes” a levarem para o palco histórias que Laura Delgado e Fabrício Conde apresentam no CD “Sobre o tempo”. Era um trabalho de conclusão de uma oficina. Hoje, aos causos das duplas, somam-se outros colhidos em textos de autores, como Cora Coralina, e até mesmo de anônimos. Foi em um banco que uma das atrizes ouviu uma das preciosidades apresentadas. “Queremos manter a peça sempre viva, substituindo os textos anteriores por outros. Vamos percorrer distritos de Juiz de Fora para promover troca de conhecimento entre os moradores desses vilarejos e, assim, buscar preservar a cultura do nosso povo”, projeta Leo, adiantando que até a plateia poderá contribuir com a iniciativa.

“Caso o espectador se sinta confortável, ele pode participar contando uma história. Queremos criar um arquivo de memórias e transformá-lo em cena. Será um momento para a gente se relacionar através do olhar, da escuta, da simplicidade, tão esquecidos em tempos digitais.” Ao lado dessa equipe, que o acompanha há cerca de seis anos, Leo comemora a transformação artística e humana que se deu diante de seus olhos. “Eles desenvolveram conceitos do fazer teatral, a preocupação com a estética e o que será passado para o público. Vejo um crescimento enquanto ator e enquanto pessoa.” Esse dedo de prosa será embalado por música sertaneja de raiz.

‘UM CADIM …’

Dias 9 e 10 de julho, às 20h30

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro)