Festas juninas são tema de exposição gratuita no Forum da Cultura

Exposição ‘Quando a noite virou festa’ fica em cartaz até 1º de julho, com entrada gratuita


Por Tribuna de Minas

09/06/2026 às 06h20

O Forum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebe, ao longo do mês de junho, a exposição “Quando a noite virou festa”, dedicada às festas juninas. A mostra está em cartaz no Museu de Cultura Popular e reúne mais de 30 itens que representam elementos tradicionais das celebrações, como danças, brincadeiras, trajes, músicas, comidas típicas, religiosidade e símbolos ligados à vida no campo.

Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada até 1º de julho, de segunda a sexta-feira, das 13h às 16h, no Forum da Cultura, localizado na Rua Santo Antônio, 1112, no Centro. A proposta é conduzir o público por uma noite de festejos juninos, tendo como referências Santo Antônio, São João e São Pedro, santos católicos associados à tradição popular.

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(Foto: Divulgação)

Entre as peças expostas estão efígies dos três santos, além de objetos produzidos em cerâmica, gesso e barro. As obras retratam cenas comuns das festas juninas, como casamentos na roça, danças de casais, noivos a cavalo, trio nordestino e tocadores de instrumentos como pandeiro, sanfona e pífaros. Os itens são oriundos de cidades como Caruaru (PE), Guaratinguetá (SP), Taubaté (SP), Juiz de Fora (MG) e Fortaleza (CE).

Um dos destaques da mostra é a maquete cenográfica “Quadrilha”, produzida em 2005 pela Equipe de Criação Cenográfica do Projeto de Iniciação Artística da UFJF. A obra representa a dança coletiva realizada em pares, com participantes caracterizados com roupas coloridas e típicas das festas juninas. Na maquete, também aparecem elementos como o casamento na roça, bandeirinhas, barracas de comidas, maçã do amor, bolo de milho, pipoca, pescaria, correio elegante e a fogueira.

A exposição também apresenta peças que representam as cirandas, rodas em que os participantes caminham juntos no ritmo da música e entoam clássicos infantis ou regionais, adaptados para celebrar a fogueira, o milho e o amor.

Outro espaço da mostra é dedicado às simpatias, práticas folclóricas associadas a tradições pagãs e religiosas que foram adaptadas ao longo do tempo. O público poderá conhecer e realizar a simpatia do feijão, ligada a São João; a simpatia de pedidos para Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro; e a simpatia de proteção da residência, relacionada a São Pedro.

Os chapéus de palha também fazem parte da ornamentação do espaço. O item é apresentado como símbolo da identidade caipira, da vida no campo e da relação com a terra, além de remeter às tradições de colheita e à figura do trabalhador rural.

Para a Conservadora e Restauradora de Bens Culturais do Forum da Cultura, Franciane Lúcia, a exposição contribui para a preservação da cultura popular e amplia a compreensão sobre os sentidos sociais das festas juninas. “As festas juninas brasileiras são um patrimônio cultural imaterial brasileiro. Elas são celebrações singulares no mundo todo, justamente por unir influências indígenas, africanas e europeias, que por sua vez, também são muito peculiares. Além disso, essas festas e todo o universo lúdico e visual que elas carregam fortalecem os laços comunitários e familiares. Exposições como essa preservam mais do que objetos, preservam um modo de se expressar brasileiro”.

As festas juninas

As festas juninas têm origem em celebrações pagãs e religiosas associadas ao solstício de verão no hemisfério norte. Povos como celtas, germânicos e escandinavos comemoravam o período de maior luminosidade do ano e homenageavam deuses da natureza e da fertilidade com danças e fogueiras. Essas tradições chegaram ao Brasil por meio dos portugueses e se misturaram a elementos das culturas indígena e africana.

Posteriormente, as celebrações foram incorporadas ao calendário festivo do catolicismo. Com o passar do tempo, as festas juninas se consolidaram em escolas, paróquias e bairros de diferentes regiões do país. Também ganharam espaço as grandes festas profissionalizadas, que mantêm símbolos tradicionais, mas incorporam diversidade musical, estrutura ampliada e impacto econômico.

Acervo com mais de 3 mil peças

O Museu de Cultura Popular da UFJF possui acervo com mais de 3 mil peças, entre estatuárias, artefatos indígenas, brinquedos antigos, objetos ligados a crenças religiosas e itens de diferentes origens. O espaço foi criado em 12 de março de 1965, no centenário do folclorista Lindolfo Gomes, e transferido para o Forum da Cultura em 1973. Em 30 de setembro de 1987, foi doado à UFJF.
Instalado em um casarão centenário na Rua Santo Antônio, o Forum da Cultura é o espaço cultural mais antigo da UFJF. Em atividade há mais de cinco décadas, o local recebe manifestações artísticas de diferentes segmentos e abre espaço para artistas iniciantes e consagrados.

Serviço

“Quando a noite virou festa”
No Museu de Cultura Popular – Forum da Cultura da UFJF
De segunda a sexta-feira, das 13h às 16h
Até 1º de julho
Entrada gratuita

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe