Morre o compositor Cri-Cri
Falecido no domingo, após ficar em segundo lugar no 6º Fest D’Oro – Festival de Música Local e Regional, no Clube Campestre Democráticos, em São João Nepomuceno, o compositor Paulo Roberto Barbosa, o Cri-Cri, foi lembrado entre os músicos juiz-foranos ontem nas redes sociais.
Ele lançou um único CD, Deuses e astronautas (Versão Acústica, 2009), mas deixou inúmeras canções conhecidas na Zona da Mata Mineira, como A casa do Rio Manso, Minas Gerais e Não corra do mundo, algumas delas registradas por nomes como Emmerson Nogueira e Ângela Evans (Do asfalto).
Prestes a lançar um DVD com o apoio de Emmerson Nogueira, Cri-Cri sofreu um infarto, aos 57 anos, e foi levado para o Pronto Atendimento Médico da cidade mineira. Mas, segundo informações do portal SJ Online, ele não resistiu, deixando suas maiores paixões: três filhos e o companheiro inseparável – seu violão.
Um dos compositores mais próximos dele, Roger Resende, que também é natural de São João Nepomuceno, publicou uma nota em seu perfil no Facebook, lamentando a ausência do amigo. Nunca senti isso; uma tristeza, um vazio, um estranhamento absurdo e a certeza que o nosso Cri vai fazer muita falta. Já está fazendo! Lembrar momentos preciosos, de tantas melodias, harmonias e poesias, que só mesmo um ser iluminado é capaz de CRIar, dizia parte do post.
Edson Leão também se manifestou, via mensagem na rede social. Eu tive contato com uma pequena parte da obra do Cri-Cri por meio de compositores que atuam por aqui e uma única roda de viola em que tive oportunidade de ver o próprio tocando. Me impressionou a qualidade, consistência e fluência dele como compositor e a capacidade para criar em diferentes gêneros da música popular, destacou Leão.









