Domingos de pura diversão
Preparem-se, a diversão vai começar no próximo dia 14. Pelo terceiro ano consecutivo, o projeto "Diversão em cena", promovido pela ArcelorMittal, com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, promete preencher as tardes de domingo da garotada com uma programação entremeada de muita música, teatro e circo. O ponto de encontro, até novembro, sempre às 16h, é o Teatro Solar.
Em abril e maio, companhias inéditas e outras já conhecidas do público local comandam a festa. O responsável pelo primeiro dia é o já familiar Catibrum. A trupe belo-horizontina faz aqui a estreia nacional de "O som das cores." Gratuita e livre, a montagem conta a história de Lúcia, uma adolescente que perde a visão aos 15 anos e vai em busca do seu cachorro por acreditar que ele havia fugido com os seus olhos. "O público de Juiz de Fora é seletivo e tem importância no cenário nacional. Artistas de renome, como Ney Matogrosso, escolhem estrear aí justamente por isso. Acreditamos que será um bom termômetro", diz o diretor e dramaturgo Lelo Silva. "A peça não puxa para o lado afetivo. Não tem nada de ‘ah é uma coitadinha que ficou cega’. Pelo contrário, é uma aventura mítica e misteriosa de uma menina que, ao tentar recuperar a visão, acaba descobrindo outros sentidos, como o olfato, o tato e o paladar", conta.
"É uma maneira de despertar na criança o gosto pelas artes. É fato que ela já nasce com um potencial, mas cabe à sociedade estimulá-la", destaca o diretor-presidente da Solar Comunicações e proprietário do Teatro Solar Juracy Neves. "No decorrer desses anos, a iniciativa vem amadurecendo e resgatando a formação de plateias, alem disso tem permitido ao Teatro Solar exercer as suas atividades no município", complementa a diretora do espaço, Suzana Neves, referindo-se à abertura do projeto para as escolas. Desde o ano passado, alunos de colégios públicos municipais e estaduais da cidade são convidados a curtir as diversas atrações. "As artes cênicas deveriam fazer parte do currículo escolar ", opina Juracy.
Se em 2012, 25 foi o número de apresentações, neste ano, 30 espetáculos, com entrada gratuita ou a preços populares, tomarão conta do local. A expectativa é que, em 2013, o público seja superior a 5.200 espectadores, marca alcançada na última edição. "Estamos trabalhando sempre com o objetivo de levar teatro de qualidade para o público infantil e juvenil. Temos um comitê que avalia e prioriza as companhias já conhecidas e que têm incentivos do estado", comenta o gerente de recursos humanos da ArcelorMittal, Ricardo Schmidt, comemorando o sucesso do "Diversão em cena" entre os juiz-foranos. "Nosso programa já faz parte da rotina das famílias daqui. A cada ano, somos procurados por pessoas que são apaixonadas pelo teatro. É gratificante poder proporcionar isso para a comunidade, principalmente aos mais carentes, que não têm muitas alternativas", afirma Schmidt.
Fazendo coro com Schmidt, o administrador do Teatro Solar, Edgar Ribeiro, acrescenta que, além de já ter se tornado um "grande festival", o projeto faz com que Minas Gerais mostre, para o país, que "não está adormecida". Conforme Ribeiro, apesar de pequeno no tamanho, o espectador infantil é exigente, o que requer um cuidado no que é apresentado a ele. "A criança faz questão de uma peça com iluminação, música, conteúdo, figurinos e adereços caprichados." Os ingressos são vendidos ou distribuídos, conforme o caso, duas horas antes das apresentações.
Salada musical
A maratona continua no dia 21 de abril. O projeto "Música para crianças", desenvolvido pelo Arte Livre Produções, apresenta, pela primeira vez no "Diversão em cena", os artistas Zé Zuca e Josué Soares. Em 50 minutos, Zuca, com seu violão, e Soares, com sua zabumba, fazem uma salada musical, numa mistura de teatro e mímica no espetáculo "Um jacaré na minha janela". A bagunça só termina quando a criançada encontra um jacaré espaçonave, que leva todo mundo para um passeio em sua grande barriga de sete metros.
Também estreando no projeto, no dia 28 de abril, a Cia. Circus de Bonecos promete encantar com a sua "Circus – A nova Tournée". Sob o comando de Claudio Saltini e Teka Queiroz, fantoches, marionetes e bunraku recriam o mundo circense em quadros curtos e engraçados, com direito a picadeiro e saltimbancos. Em 5 de maio, a atração é o clássico "Pluft! O fantasminha", da Copas Produções Artísticas. Apesar de ser uma história já muito explorada, o diretor Diego Belicá garante que a montagem, com texto de Maria Clara Machado, é totalmente inovadora. No tablado, além de atuar, os atores soltarão a voz num verdadeiro musical. "É garantia de sucesso, pois os pais conhecem a história e também têm interesse de assistir. Procuramos sair do fantasmagórico, abusando da cor. É tudo muito engraçado e divertido. Fugimos do sótão abandonado, que a autora pontuava, e nos baseamos no universo dos anos 1960, tanto no cenário quanto no figurino."
No dia 12 de maio, é o grupo Real Fantasia que leva para o palco "Bonequinha de pano". O "Música para crianças" novamente volta a animar o domingo da meninada no dia 19. Só que, dessa vez, é o músico Paulo Freire que apresenta "Medo pequeno, medo grande". Encerrando a primeira parte de atrações, a Cia. Truks encena "A bruxinha". Em breve, a Arcelor divulgará o que está prometido para os próximos meses.









