O que fazer em Delfim Moreira, destino de natureza e artesanato em Minas

Com coletivo de artesãos, ecoturismo e gastronomia, município encanta por suas paisagens


Por Beatriz Bath*

08/04/2026 às 07h00

Com paisagens tipicamente mineiras, charme serrano e, mais recentemente, artesanato, o município de Delfim Moreira, localizado no alto da Serra da Mantiqueira, busca oferecer uma experiência turística repleta de cultura e natureza. Localizada no sul do estado, a aproximadamente 330 km de Juiz de Fora, a cidade vale a parada para aqueles que desejam conhecer mais os encantos de Minas Gerais.

A 1.315 metros de altitude, Delfim Moreira convida seus visitantes a desacelerar e entrar no ritmo da cidade, imersa em natureza. Conhecido como a terra do Padre Léo, figura marcante da fé católica no Brasil, o município possui diversas cachoeiras, trilhas e um charmoso centro histórico.

Artesanato com propósito

Entre os pontos turísticos disponíveis está a loja coletiva do grupo Grimpeiros, batizado assim em homenagem a uma figura presente nas florestas da região: o pássaro grimpeiro. Atualmente organizados na Associação Cultural de Artistas e Artesãos de Delfim Moreira (Academ), o coletivo de artesãos reúne 12 pessoas que buscam integrar a paisagem da Mantiqueira em sua arte.

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Loja coletiva dos Grimpeiros em Delfim Moreira (Foto: Divulgação Sebrae Minas)

A Academ representa um marco para os artesãos locais, que antes não possuíam nenhum tipo de organização ou representação formal. Com a inauguração em 2025 de sua loja coletiva, os Grimpeiros deram mais um importante passo para fomentar o setor na cidade de Delfim Moreira e a valorização da cultura no município.

O artesanato produzido pelos artistas não chama a atenção apenas pela estética, mas pela sua busca constante de dialogar com a região, umas vez que são usados técnicas e saberes locais. Entre as peças estão bordados tradicionais – ponto cruz, vagonite e outros -, cestaria com fibra de bananeira, costura criativa, sabonetes e velas artesanais, peças em madeira e objetos decorativos feitos com elementos naturais da região, como pinhas e cabaças.

O que fazer em Delfim Moreira

Além de prestigiar o artesanato, quem visita Delfim Moreira, cidade histórica com mais de 300 anos desde a sua fundação, também pode conferir as cachoeiras de Itagyba, Túnel e Ninho da Águia e fazer trilhas. Vale a pena levar uma roupa de frio, uma vez que o clima na cidade, que faz divisa com Campos do Jordão, em São Paulo, é serrano.

Para os que desejam se aventurar, há a opção de subir o Pico dos Marins, localizado a 2.422 metros de altitude. Com vistas estonteantes, a escalada é considerada de alta dificuldade, exigindo preparo físico, escalaminhadas e navegação em lajes de rocha.

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Pico oferece vista panorâmica na divisa entre Minas Gerais e São Paulo (Foto: Reprodução/Roctrip)

Em relação à gastronomia, o município também possui restaurantes com muito sabor e mineiridade. Um desses locais é o restaurante Serra Clara, localizado próximo ao mosteiro, que possui uma vista panorâmica da cidade e suas montanhas, com opções variadas para os turistas.

Outro local que vale a visita é a Cervejaria Kraemerfass, produtora de cervejas artesanais. Com cervejas 100% malte, a fábrica reúne bar, adega e restaurante com petiscos clássicos. Além disso, o Bar do Boi também merece a parada, com mais de cinco décadas de tradição, servindo chope e cachaça artesanal.

Uma das atrações mais únicas da cidade, que podem envolver o turista na rotina pacata de Delfim Moreira, é o cinema itinerante, Cine na Montanha, que visita diferentes bairros do município em exibições gratuitas de filmes e curtas que dialogam com o cenário nacional.

Entre as araucárias e montanhas, Delfim Moreira também se destaca por ser um ponto de observação de pássaros de diferentes espécies, a exemplo do grimpeiro. Saíra-lagarta, surucuá-variado, tucano-de-bico-verde, seriema, lavadeira-mascarada e tangará podem ser vistos sobrevoando o ambiente.

Para se hospedar em Delfim Moreira, vale a pena conferir os chalés e sítios construídos para valorizar a natureza da região, oferecendo uma experiência imersiva com vistas de tirar o fôlego.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy