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Cria dos anos 70


Por RAPHAELA RAMOS

07/08/2011 às 07h00

Devidamente conectada, a designer Ligia Lacerda encara o sossego da roça como ninguém. Mesmo nos momentos de descanso, a tecnologia digital é imprescindível para a juiz-forana. Pudera. O assunto está entre suas grandes paixões, ao lado de livros, revistas, discos e filmes. Desde a adolescência, ela observa os anteparos de todos os produtos culturais. Os pôsteres e capas de discos dos anos 1970 foram a minha primeira direção. A utilização vibrante de cores e uma nova tipografia, típicas da contracultura e do movimento hippie, trouxeram novas formas de comunicação, embaladas pela expressão psicodélica. Foi assim que ela se interessou pelo design. Depois dele, entendeu que um projeto realmente pode fazer a diferença.

Atualmente, Ligia pesquisa, em seu mestrado, os primeiros passos das artes gráficas em Juiz de Fora. Além disso, trabalha na Funalfa, colabora como ilustradora e diagramadora do jornal Palco, da UFJF, e se prepara para enfrentar a sala de aula ainda este mês, como professora do curso de moda do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. Se tivesse que escolher outro ofício, assumiria a direção de uma cozinha. O chef se assemelha ao designer, pela ordenação e combinação dos elementos processados por meio da imaginação.

Artista plástico

Alexandre Gaudereto

Artista de Guarani, foi aluno da escola Guignard. Tem alma naïf, um contraponto à sua produção decodificada em vetores das ferramentas digitais

Livro

A elegância do ouriço, de Muriel Barbery

Filosofia, comportamento, arte e música são os assuntos tratados pela autora

Exposição

Sapato tem alma, de Hélio de Sousa

Mineiro radicado em Nova York mostra 12 telas a óleo no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Me encantam o estilo hiper-realista e os tons de pop art

Designer

Alexandre Wollner

Um dos fundadores da primeira escola de design no Brasil (Escola Superior de Desenho Industrial). Será sempre referência

Quadrinhos

Adão Iturrusgarai

Humor mordaz e contemporâneo. Tem personagens muito interessantes, como Aline, que virou série de TV

Personagem

A Rê Bordosa, de Angeli

A primeira anti-heroína dos quadrinhos brasileiros. Apesar das drogas e das bebidas, uma mulher livre para suas escolhas

Filme

Arsene Lupin, o ladrão mais charmoso do mundo, de Jean-Paul Salomé

Divertida aventura de época, com doses de mistérios e ilusionismo. Sem pretensão, é uma boa pedida para uma sessão à tarde

CD

MTV Unplugged, de Julieta Venegas

E todos os singles e álbuns da cantora

Site

www.designontherocks.xpg.com.br

Muitas dicas e trabalhos interessantes que abordam as diversas faces do design

Frase

Nem tão longe que eu não possa ver, nem tão perto que eu possa tocar, nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá, nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou, de Humberto Gessinger