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Música sem endereço fixo


Por MARISA LOURES

06/07/2013 às 07h00

Canções autorais, além de samba, bossa nova e baião com uma pegada jazzística. Esse é o repertório que Rafael Gonçalves Trio preparou para este domingo na apresentação de estreia do projeto Palco provisório, promovido pela Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora. A proposta é que, a partir de amanhã, duas vezes no mês, trabalhos desenvolvidos por alunos e professores do bacharelado de música do Instituto de Artes e Design sejam apresentados em diferentes espaços do campus de forma gratuita, oferecendo condições de os estudantes vivenciarem o que aprendem. A ideia é proporcionar uma atmosfera artística e cultural em locais estratégicos, buscando horários de maior movimento, explica Gerson Guedes, Pró-Reitor de Cultura. O endereço da vez é o Centro de Vivência, localizado ao lado do prédio da Reitoria, entre 12h30 e 14h.

Para Guedes, que assumiu a pasta no início deste ano com o objetivo de popularizar o acesso à UFJF, esta será uma oportunidade de aproximar estudantes, funcionários e professores da sociedade em geral, mais especificamente do público que frequenta o local. Opinião compartilhada por Rafael (violão e guitarra), que é formado em violão e arranjo pela Universidade de Música Popular de Barbacena – Bituca é é graduando do curso de música do IAD. Trata-se de uma ação que aproxima a instituição da comunidade, facilitando o acesso aos bens culturais que a universidade tem a oferecer, afirma. É mais um espaço que se abre para apresentação, principalmente, para nós, que trabalhamos com a música instrumental. A maioria dos locais de música ao vivo está voltado para estilos comerciais. Além disso, estamos na faculdade para apresentar um repertório mais trabalhado, com dificuldade de execução, o que exige pesquisa. Não é qualquer composição que funciona no formato de trio. Para isso, é preciso estudo, diz o violonista, adiantando que a plateia poderá conferir um setlist nacional e internacional.

Também batem ponto por lá, ao lado de Rafael, os músicos Adalberto Silva e Gladston Vieira. Responsável pelo contrabaixo, Silva passou pela Bituca, onde estudou com nomes como Ivan Corrêa e Enéias Xavier, e manteve contato com Ian Guest e Gilvan Oliveira, e ainda conta com dois anos de estudos em solo italiano. Já Vieira, com o Prêmio BDMG no currículo, está no comando da bateria. Assim como os dois amigos de palco, formou-se na instituição barbacenense, tendo sido aluno de Lincoln Cheib, baterista de Milton Nascimento.

RAFAEL GONÇALVES TRIO

Amanhã, ao meio-dia

Centro de convivência da UFJF

(Campus – ao lado da reitoria)