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Dez anos de samba


Por BRUNO CALIXTO Repórter

05/11/2011 às 05h00

Sambas antigos e um salão lotado de novas vozes e arranjos. Este, há alguns anos, vem sendo o cenário ideal para a nova ala de sambistas iniciar sua trajetória na Lapa, no Rio. Foi lá, inclusive, que o Casuarina eclodiu do anonimato, rumando, de vez, para o imaginário coletivo do ritmo mais popular do país. A história dos músicos já dura dez anos, desde quando eles atraíram os primeiros olhares e ouvidos para versões de clássicos assinados por nomes como Cartola e Jacob do Bandolim. Hoje, celebrando o aniversário de uma década, o grupo traz a Juiz de Fora as 14 faixas autorais de Trilhos / Terra firme, CD comemorativo lançado recentemente no Teatro João Caetano, no Rio.

Começamos fazendo três sets de uma hora cada, com a cara de baile mesmo, bem diferente do que propomos para o novo show. Entre o primeiro e o segundo disco, observamos que havia a necessidade de preparar uma apresentação de palco, com a qual fosse possível viajar etc. A sensação é diferente, mas o retorno do público fica na mesma, destaca João Fernando, responsável também por arranjos e melodias do novo trabalho, como Murmúrio, coassinada por Décio Carvalho. Em 2010, fizemos um número juntos durante o Prêmio da Música Brasileira. A partir daí, mandei a canção, e ele me devolveu a letra, conta. Acho que outras parcerias com ele podem surgir, ele até anda me cobrando.

Outros acentos vêm sendo explorados pelo Casuarina ao longo da divulgação do álbum. A música Dissimulata (de João Cavalcanti), como João Fernando ressalta, tem pegada de gafieira, enquanto Pequenino (de Gabriel Azevedo e Sérgio Fonseca) lembra um samba de roda da Bahia. Além das novidades, algumas canções que os fãs do Casuarina não perdoariam se eles não tocassem, como É isso aí, de Sidney Miller, e Disritmia, de Martinho da Vila, estão escaladas para a performance no Cultural Bar. Também estão presentes no show sucessos dos três discos anteriores, como Certidão, O dia se zangou, Vaso ruim e Minha filosofia.

O Casuarina é formado por Daniel Montes (violão de 7 cordas), Gabriel Azevedo (pandeiro e voz), João Cavalcanti (tantan e voz), João Fernando (bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais).