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Baile da Antiga está de volta, no passinho do flashback

Mais uma edição do Baile da Antiga acontece neste sábado (6), resgatando os sucessos do funk dos anos 80 e início da década de 90


Por Júlio Black

04/10/2018 às 19h51- Atualizada 04/10/2018 às 19h53

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Evento vem atraindo bom público desde o início, reunindo desde saudosistas aos mais jovens (Fotos: Divulgação)

Nostalgia é inerente ao ser humano, não importa a idade. Seja na infância, adolescência, fase adulta, terceira, quarta, quinta idade, sempre guardamos na memória uma fase de nossas vidas que não volta mais. A turma da escola, as matinês dos cinemas de rua, as peladas de fim de semana, aquele emprego dos sonhos, namorinho de portão, festas americanas… E os bailes dos fins de semana, quando todo mundo colocava sua melhor roupa e partia para a noite que era o grande evento social. E aí não importa se era na Jovem Guarda, disco music, new wave. Ou quando o funk se tornou a trilha sonora preferida do sacolejo de muita gente.

Para estes últimos, o radialista e produtor Douglas Polato organiza desde janeiro de 2017 o Baile da Antiga, evento bimestral que acontece na ASE (Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército), no Mariano Procópio, com sua próxima edição neste sábado (6), a partir das 22h (horário de abertura da casa), com alguns dos sucessos do gênero na época, como aqueles cantados por MC Marcinho, Tony Garcia, Latino, MC Marcinho, Stevie B, Claudinho e Buchecha, Shavonne e MC Bob Rum – este, que estourou nas rádios há duas décadas com o hit “Rap do Silva”, será a principal atração da noite, que terá discotecagem dos DJs Ricardo Ganá, Dedé Reis e Brinkinho.

BOB RUM
MC Bob Rum, do hit ‘Rap do Silva’, é a principal atração da noite

Responsável pela viagem no tempo musical, Douglas lembra com saudades da época em que participou dos bailes, entre os 15 e 16 anos, em meados da década de 90, quando o antigo Cine Rex e as quadras das escolas de samba Turunas do Riachuelo e Real Grandeza eram três dos points para quem curtia o funk. “Ainda peguei uma fase em que os bailes não tinham confusão. Quando começou esse funk mais novo, surgiram os confrontos, as brigas, deixei de ir, e os bailes foram acabando aos poucos. Lembro que em menos de um ano todos venderam suas equipes de som, e aí acabou de vez”, lamenta.

 

Mas o tempo passou, a nostalgia estava ali, sempre presente, e o incentivo de um amigo fez com que Douglas decidisse tentar, ainda que com ceticismo. “Achei que não iria rolar, mas o primeiro estourou, o segundo superlotou, e daí foi só sucesso, e tem continuado assim”, celebra, destacando que uma das atrações que já passaram pelo baile foi o conhecido DJ Marlboro. “Virou um programa para o pessoal que curte, eles já anotam as datas dos próximos bailes e compram os ingressos logo que começam a ser vendidos, esgota muito rápido.”

E ele salienta que o Baile da Antiga, apesar de só tocar os hits da época, virou programa não apenas de saudosistas. “Hoje temos um público misturado. Tem o pessoal de antiga, uma turma mais nova, e de todas as partes da cidade, periferia, Zona Sul… E o mais importante: sem confusão nem briga. Nunca tivemos problema, temos a segurança particular interna e o apoio da Polícia Militar na parte externa.”

Ou seja: é entrar e curtir os flashbacks. “Quando entram esses funks mais conhecidos, parece que o baile se transforma num grande show. Eles reagem, gritam, é só ir lá para ver que a magia acontece, é muito bacana. A casa inteira acompanha o DJ a cada musica, é uma vibração diferente”, garante Douglas, que aproveita para avisar que a comemoração dos dois anos do Baile da Antiga não vai esperar 2019 e já está marcada para 10 de novembro, também na ASE. Sobre o que vai rolar de especial, ele ainda não sabe, mas a ideia é que seja algo diferente para celebrar o sucesso do evento.

BAILE DA ANTIGA
Neste sábado (6), às 22h (abertura da casa), na ASE – Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército (Rua Mariano Procópio 420 – Mariano Procópio)