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Rotações por muitos minutos, outra vez


Por BRUNO CALIXTO

01/11/2011 às 08h00

A banda da década de 80 volta com sua formação original

A banda da década de 80 volta com sua formação original

Para quem tem mais de 40 anos, há duas coisas sobre a banda RPM que sempre vêm à tona. A primeira é o sucesso arrasador que o quarteto conquistou no final dos anos 80. A segunda é a curta duração do grupo, que já se dissolveu em meio a brigas em pontos altos do sucesso. Mas se o RPM já lidava com o título de uma banda que teve um dos discos mais vendido no rock brasileiro ("Revoluções por minuto", de 1985), hoje o grupo, passando a limpo qualquer sinal de "autossabotagem", está de volta, com a promessa de continuar mais forte que nunca. Seja para a antiga ou a nova geração.

Hoje, o quarteto original, formado por Paulo Ricardo (baixo e vocal), Luiz Schiavon (teclado), Fernando Deluqui (guitarra e vocal) e Paulo P.A. (bateria), se apresenta no Cultural Bar, reunindo canções do novo disco – intitulado "Elektra" -, hits e o caracterizado "lado B" da estrada. "É um resumão dos quase 30 anos do RPM incluindo clássicos como ‘Olhar 43’, ‘Loiras geladas’ e ‘Rádio pirata’, garante, por e-mail, Paulo Ricardo.

De volta não só aos palcos, como para o estúdio, o RPM abraçou a causa digital, distribuindo, gratuitamente, as faixas de "Elektra" em seu site oficial (www.rpm.art.br). As primeiras ofertadas, como atesta Paulo Ricardo, foram as quatro novas músicas de um EP virtual que vem com capa e letras, composto pelo single "Dois olhos verdes", a já conhecida "Crepúsculo", além de "Muito tudo" e "Ela é demais (pra mim)". O vocalista e baixista informa ainda que o álbum foi produzido por ele e o tecladista Luiz Schiavon, com quem dividiu os louros pelos antológicos "Revoluções por minuto" (1985) e "Rádio pirata ao vivo" (1986), que, juntos, ultrapassaram 2,5 milhões de cópias vendidas.

"Temos nossas limitações, mas, sem dúvida, existe algo que rapidamente você identifica como RPM. As bandas de teclado tiveram um período muito ruim nos anos 1990, depois do grunge, do som de Seattle, da coisa da guitarra. Agora eu vejo em bandas como Killers, mesmo Coldplay e Keane, uma retomada do teclado", ressaltou Paulo Ricardo, enquanto comentava sobre a investida da MTV em lançar um "Ao vivo" do grupo em 2002. "Foi a realização de um sonho mostrar para a geração MTV o que representou o RPM", lembra o músico.

RPM

Hoje, às 23h

Cultural Bar

(Av. Deusdedit Salgado 3.955). 3231-3388 

Abertura e fechamento com Visco