Vale a pena
Edson Rodriguez prefere não definir sua arte. Cadeia – palemologia da paz humana serve de metáfora. Não quero me prender a um conceito. Uma nova chave pode surgir, e novas linguagens serem incorporadas, comenta o fotógrafo, que expõe no CCBM até o dia 13 de setembro ao lado de outros quatro contemplados pelo II Prêmio Funalfa de Fotografia – Carlos Velázquez, Letícia Vitral, Renata Meffe e Rodrigo Souza. Numa tentativa de brincar com o que separa o físico do psíquico, o concreto do abstrato, o que realmente existe do que é imaginado, o artista exibe fotos de estruturas cerradas por correntes e cadeados. Na galeria, chaves se espalham pelo chão. A ideia é questionar até onde somos livres. A partir disso, onde podemos estar realmente em paz, se é trancados por detrás de muros, portões, grades ou cadeados, ou se é simplesmente convivendo sem nos privar das ruas e dos lugares de convivência por conta da violência, explica.
Sem formação acadêmica na área, Rodriguez começou a se interessar, profissionalmente, por fotografia, depois que adquiriu uma câmera. Entre um clique e outro, participou de oficinas e palestras. Aprendi e aprendo muito com amigos, comenta ele, que é natural de Volta Redonda, mas radicado em Juiz de Fora. Nas bandas de cá, atua como videomaker e como baixista da banda de hardcore chamada Mata. Para se envolver com a arte, não precisa nem sair do lugar. Em sua CasABsurda, são promovidos eventos destinados à cultura. No futuro, planeja um trabalho de registro documental em uma comunidade aqui da região. Consigo perceber muita mineiridade em mim. Definindo-se um observador, garante que precisa ter olhar apurado para filtrar o que vale ser captado. O que não fotografo tento sentir e viver em total completude e harmonia com o que está acontecendo.
Vagamundo, de Eduardo Galeano
A várias historias contadas. Possivelmente teria vivido facilmente qualquer uma delas
Jamaica abaixo de zero, de Jon Turteltaub
É uma boa formação de caráter assistir a esse filme de 1993. Consigo rir, chorar e sentir orgulho
Alejandro González
Fez a melhor trilogia dos últimos tempos com: Amores brutos, 21 gramas e Babel. Ele transmite muitos sentimentos em suas produções, traçando conexões pessoais fortes e realmente nos deixa boquiabertos com a interferência que causamos na vida uns dos outros
Pedras e sonhos, da banda carioca El Efecto
Consegue reunir tudo que me agrada musicalmente: o peso de uma banda de metal e a suavidade de uma bossa nova, com melodias e letras muito boas
Dead Fish: Ao vivo, 20 anos
Falo que ele é uma mistura de sentimentos. O fato de estar na plateia do show e assistir ao DVD me faz recordar todos os sentimentos ali vividos naquela noite. É a banda que acompanhei desde a minha adolescência, tocando as músicas que fazem parte da minha trilha sonora até hoje. É muito bem produzido e com belas imagens que retratam bem o que é um show de hardcore
www.midiaindependente.org
Local onde se chega mais próximo do que está acontecendo no mundo, onde os jornalistas são os próprios leitores. Com toda essa situação política em ebulição, creio que as mídias independentes transferem muito mais confiabilidade ao leitor e/ou espectador, simplesmente por elas estarem lá dentro participando de tudo e não só narrando os acontecimentos de fora da situação
PinholeVideo: …Feito poeira ao vento…, de Dirceu Maues. Disponível em www.youtube.com/watch?v=7iqFdY5vD8c
É um vídeo todo feito em pinhole. Para quem não entende, é fazer frame a frame de um vídeo, tirando toda essa dificuldade de produção. É lindo, simples e transmite muito do lugar onde ele acontece.
Sebastião Salgado
Aprendo, sugo um pouquinho de cada fotógrafo que observo o trabalho, desde os amigos que participam do Foto13 aos amigos da fotografia em geral de Juiz de Fora, e tantos outros fotógrafos que admiro mundo afora. Gosto de vários estilos dentro da fotografia. Por isso, cito Sebastião Salgado, nome que representará muitos fotógrafos que estão próximos a mim. O trabalho dele é espetacular, forte, transmite e denuncia muita coisa









