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Diário de bordo


Por GORETE CINTRA Estudante de design

01/05/2013 às 06h00

O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está situado nos arredores de Brumadinho, a 60Km de Belo Horizonte, dentro do domínio da Mata Atlântica. Sua área de visitação compreende maravilhosos jardins, galerias, edificações, além de cinco lagos ornamentais. Há cerca de 1.500 espécies de palmeiras. O parque abriga plantas raras, tanto nativas quanto exóticas.

Há diversos restaurantes, lanchonetes e bebedouros com água gelada por todos os lados. Portanto, não deixe de levar uma garrafinha para a reposição. A dimensão do lugar e a relação das obras com o espaço fazem da visita a Inhotim uma experiência singular. Nada passa despercebido, e as obras causam um impacto também no público leigo.

É difícil visitar o museu num dia só. Se você puder, estenda sua visita em mais um dia. A acessibilidade é o ponto alto do local. As pessoas portadoras de necessidades especiais podem usar o serviço de jardineiras elétricas, gratuitamente, com direito a acompanhante. Para quem tiver fôlego, o passeio a pé vale a pena. Se não tiver, tem a opção das jardineiras elétricas, pagando uma taxa à parte para este serviço, que tem as suas rotas pré-definidas. Assim visitamos as obras mais distantes.

As exposições e galerias compreendem diferentes espaços expositivos. Muitas obras estão expostas ao ar livre, em meio ao jardim, imersas na mata, no topo de uma montanha, ou sobre um espelho d’água. Outros trabalhos se encontram em espaços fechados, exibidos individualmente em pavilhões construídos especialmente para abrigá-los, ou compondo mostras coletivas em grandes galerias. A coexistência de espaços abertos e fechados promove uma experiência singular de fruição da obra de arte. Destaque para a Cosmococa. Suas instalações ambientais submetem o espectador a experiências multisensoriais. Recentemente inaugurada, a nova Galeria Psicoativa Tunga busca justamente criar relações com objetos tão heterogêneos. É um modo de pensar que nos aponta para um novo modo de viver.