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Pipas perfuram olho de criança e jovem


Por Tribuna

30/07/2016 às 07h00

Uma criança de seis anos e um adolescente de 16 ficaram gravemente feridos após brincarem com pipa. Os dois casos aconteceram em um intervalo de 48 horas, em circunstâncias semelhantes, sendo o primeiro registrado em Juiz de Fora e o outro, na cidade vizinha de Santos Dumont. Ambas as vítimas sofreram perfuração no olho direito e foram atendidas no Centro Oftalmológico da Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes), onde fazem acompanhamento da evolução do quadro. Especialistas explicam que, dependendo da localização que a perfuração atinge, pode haver sequelas e até mesmo cegueira permanente.

O primeiro paciente a buscar atendimento na Acispes foi o garoto de seis anos. “O caso ocorreu no último domingo, dia 24, e o relato do responsável foi de que ele estava soltando pipa, quando o brinquedo caiu no rosto dele. A parte pontiaguda da vareta perfurou o olho direito”, relata o enfermeiro da Acispes, Marcelo Januzzi. Na terça-feira, dia 26, o adolescente foi atendido com quadro parecido. Os dois passaram por cirurgias e agora recebem acompanhamento.

De acordo com a oftalmologista Ana Carolina Sotto Maior, os dois prognósticos são graves. “Identificamos que houve a perfuração da córnea, e este primeiro mês será definitivo para determinar a evolução de cada um deles. Com a redução das hemorragias e da inflamação, saberemos se outras estruturas foram afetadas.” A médica explica que, dependendo da localização que a perfuração atinge, pode haver até mesmo a perda total da visão.

Orientação

Os especialistas alertam sobre os riscos que a brincadeira, tão comum nesta época de férias, pode trazer. “É importante que os pais orientem os filhos a usarem óculos, pois isto não é um exagero, é uma medida de proteção”, avalia Marcelo. “A brincadeira pode parecer simples, mas reserva alguns riscos, por isso a necessidade de saber como evitá-los. A ausência do óculos e o uso de cerol e linha chilena podem ocasionar problemas graves.”

No último domingo, reportagem da Tribuna mostrou que o uso de linhas cortantes também são riscos para pessoas que estão fora da brincadeira, como motoboys, ciclistas e pedestres.