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Bebê teve nova fratura


Por Daniela Arbex

30/05/2012 às 07h00

O bebê de 9 meses que está internado no Hospital Albert Sabin há quase 60 dias, em função de lesões graves, sofreu um segundo trauma na cabeça durante o período de internação. Exame de corpo de delito realizado pela perícia da Polícia Civil constatou nova fratura craniana, dessa vez do lado esquerdo. De acordo com o documento, o trauma não é espontâneo. Significa que pode ter sido provocado por acidente ou por maus-tratos, resposta que a investigação procura encontrar. O fato é que a menina apresenta sequelas e segue internada na UTI sem previsão de alta. O caso, que antes havia suscitado apenas diligência preliminar policial, agora transformou-se em inquérito. Nessa terça-feira (29), uma pediatra do hospital que atende a criança prestou depoimento na Delegacia de Orientação e Proteção à Família, mas o teor da declaração está sob sigilo.

A Tribuna apurou, no entanto, que médico do hospital enviou ofício à direção do mesmo, solicitando a proibição da presença de um familiar da criança na unidade, mas a restrição teria sido derrubada a pedido da mãe da menina. Logo que a criança deu entrada no Sabin, o Conselho Tutelar Norte foi notificado pelo hospital por suspeita de maus-tratos, resultando em abertura de sindicância pelo órgão. Quando o novo trauma foi detectado, a menina estava com indicação de alta, o que causou espanto na equipe médica da unidade hospitalar. Antes de ser levada para o Albert Sabin, a mesma criança havia passado pelo Hospital Monte Sinai, sob alegação de queda. Ela também foi atendida, posteriormente, em clínica particular da cidade. Após o trauma na cabeça, a neném passou a apresentar episódios de convulsão, sendo, então, encaminhada para o Albert Sabin, em março, onde permanece até hoje.

Na primeira diligência policial feita no hospital, o homem que se apresentou como pai da menina alegou que a lesão havia sido provocada porque a banheira onde a filha tomava banho estava sobre uma bancada que cedeu, havendo a queda. Agora, a delegada Maria Pontes quer ouvir a versão da mãe e da avó paterna da neném, cujos depoimentos ainda serão marcados. Nessa terça-feira (29), o Hospital Albert Sabin informou, por meio da sua assessoria, que vai aguardar a apuração da Polícia Civil, acrescentando ter prestado todos os esclarecimentos necessários sobre o caso. O Sabin, afirmou, ainda, que continua à disposição da polícia, do Conselho Tutelar e da Vara da Infância e Juventude.