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Clientes têm dificuldades durante a greve


Por Gracielle Nocelli

29/09/2016 às 16h02- Atualizada 29/09/2016 às 18h44

greveApós uma rodada de negociações que durou dois dias consecutivos esta semana, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários (Contraf) não chegaram a um acordo. Desta forma, a greve dos trabalhadores, que completa 24 dias nesta quinta-feira (29), segue por tempo indeterminado. Na segunda-feira (3), uma assembleia será realizada em Juiz de Fora para discutir os rumos do movimento. O impasse preocupa porque muitos clientes vem enfrentando dificuldades para fazer serviços bancários.

A professora Sandra Cristina Barbosa Braga, 47 anos, ficou sem acesso ao pagamento do mês. Nomeada docente da rede estadual em julho, ela estava à espera do cartão para a movimentação da conta bancária. “Recebi o primeiro salário diretamente no caixa do banco. Estava indo à agência com frequência para ver se o cartão havia chegado, e na véspera da greve, me disseram que eu poderia buscá-lo no dia seguinte. Desde então, está tudo sempre fechado, e eu não consigo pegar o meu dinheiro.” A Tribuna entrou em contato com a assessoria do banco que Sandra é correntista e recebeu a informação de que o problema seria resolvido.

Uma secretária, que preferiu não se identificar, conta que recebeu o salário atrasado. “Esta foi a alternativa dos chefes para não nos prejudicar, pois o nosso pagamento é feito em cheque e quem não tem conta corrente sempre desconta direto no caixa. Desta vez, o pagamento foi em dinheiro, mas para isso teve atraso.” Segundo ela, a situação não a prejudicou a quitar as contas. “O problema na hora de pagar tem sido a demora nas filas, que estão sempre longas.”

A dificuldade enfrentada pelo dentista Marcos Tito, 29 anos, foi para conseguir uma carta de liberação de crédito. “É um tipo de serviço que precisa da assinatura do gerente, e com as agências fechadas não era possível.” Ele conta que chegou a ir em quatro estabelecimentos diferentes da cidade e tentou atendimento em Santos Dumont, sem sucesso. “Uma conhecida me indicou o gerente dela que marcou um horário para me atender, então, deu tudo certo.”

Já a pensionista Maria Adélia, 71 anos, conta que não conseguiu renovar a senha do cartão para movimentar a conta bancária. “Não peguei meu dinheiro, e as contas estão paradas. Falaram que eu preciso falar com o gerente, mas as agências estão sempre fechadas. Estou vivendo com a ajuda dos meus filhos, e nem quero ver na hora que for pagar os juros.”