Novo cronograma para licitação de equipamentos
Os 240 equipamentos de radar, distribuídos por toda a malha estadual, estão desligados há cinco meses. O problema ocorre devido a um atraso no processo licitatório, iniciado em outubro, que pretende contratar a empresa responsável pela operação e manutenção dos dispositivos em Minas. Na época, algumas empresas participantes contestaram alguns itens previstos no edital, como a obrigatoriedade de os radares terem, no máximo, 2,5 quilos. Na última quinta-feira, foi publicado no Diário do Executivo do Estado uma mudança neste item e a nova data para a abertura das propostas: 19 de maio. Até pelo menos este dia, nenhum radar instalado nas estradas de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) multará condutores que excederem a velocidade permitida no trecho.
O controle dos abusos é feito, atualmente, por meio de 18 equipamentos móveis, operados pela Polícia Rodoviária Estadual. A Tribuna entrou em contato com a corporação em Juiz de Fora, no entanto, não foi informado quantos deles estão nas estradas da região de competência da 4ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário (4ª Cia.Ind.Mat.). A informação é que não havia, ontem, disponibilidade de entrevista com o militar responsável. Conforme o DER/MG, dos 240 dispositivos, 35 estão na Zona da Mata, sendo pelo menos sete nas proximidades do município, como a LMG-874 (Estrada União e Indústria em direção a Matias Barbosa), além da MG-133 e MG-353, que são acessos a municípios como Coronel Pacheco, Rio Pomba, Goianá e Rio Novo.
A assessoria de comunicação do DER/MG informou não ter uma previsão de quando os equipamentos voltarão a funcionar. Com relação ao item modificado do edital, foi explicado que o novo texto não menciona mais o peso mínimo de cada radar, mas sim questões ligadas à segurança. Isso porque os equipamentos deverão funcionar sem cabos de energia ou outros acessórios para conectá-los à fonte de alimentação elétrica. A explicação é que os fios dificultariam o manuseio do equipamento, implicando em riscos ao operador, que estariam expostos por mais tempo nas estradas.








