Nº de idosos deve crescer 30 vezes
Rio de Janeiro (ABr) – O número de idosos com 80 anos ou mais pode passar de 19 milhões em 2060, um crescimento de mais de 27 vezes em relação a 1980, quando o Brasil tinha menos de 1 milhão de pessoas nessa faixa etária (684.789 pessoas). Na projeção para 2016, o país contabiliza 3.458.279 idosos com mais de 80, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas populacionais de 1980 a 1999 foram acrescentadas ontem pelo IBGE aos dados de 2000 a 2060 – divulgados em 2013. As informações fazem com que a série histórica tenha um intervalo de 80 anos.
Se confirmada a projeção, o Brasil chegaria a 2060 com 19.111.509 de pessoas com 80 anos ou mais. Esse contingente, se comparado aos dados atuais, perderia apenas para a população total de São Paulo e Minas Gerais. A alta é resultado da melhoria da esperança de vida ao nascer do brasileiro, que era de 62,58 anos em 1980 e pode atingir 81,2 anos segundo a projeção de 2060.
Na outra ponta da pirâmide etária, o grupo de crianças de até 4 anos em 2060 deve representar praticamente a metade do estimado na década de 80 (16.942.583). A previsão é que esse número mantenha a queda iniciada no fim daquela década e chegue a 8.935.080 em 2060. A diferença no número de crianças é reflexo de outro dado demográfico que vem caindo: o número de filhos por mulher. Em 1980, a média era de 4,12 filhos por mulher, taxa que já tinha diminuído para 2,39 em 2000 e deve chegar a 1,50 em 2060.
Salários iguais?
Genebra (AE) – A diferença salarial entre mulheres e homens no Brasil é uma das maiores do mundo e equiparar a condição dos dois sexos no país levará um século. Essas são algumas das conclusões do Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016 do Fórum Econômico Mundial, publicado nesta quarta-feira, 26, em Genebra. De acordo com o levantamento, as sociedades mais igualitárias são as escandinavas. O primeiro lugar é da Islândia, seguida por Finlândia, Noruega e Suécia, ao se considerar todos os aspectos econômicos, políticos, de saúde e de educação. Entre 144 países avaliados, o Brasil ocupa apenas a 129ª posição no que se refere especificamente à igualdade de salários entre gêneros. Países criticados por violações aos direitos das mulheres, como Irã, Iêmen e Arábia Saudita estão em melhor posição que o Brasil.









