Vacina contra dengue chega a JF


Por KELLY DINIZ

27/07/2016 às 08h28- Atualizada 27/07/2016 às 08h50

A vacina contra a dengue deve chegar a Juiz de Fora na próxima semana. A previsão é de chegada das doses em 5 de agosto. Cada dose deve custar R$ 134,63 para as clínicas em Minas Gerais. Já no país, a variação de preço será entre R$ 132,76 e R$ 138,53, de acordo com alíquota de cada estado, conforme anunciou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana. O imunizante, produzido pela empresa francesa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda, poderá ser comprado por hospitais e clínicas particulares nesse valor. O consumidor deve pagar um adicional que irá variar de clínica para clínica.

Poderão ser imunizados homens e mulheres entre 9 e 45 anos. Conforme o diretor-técnico da Vaciclin, Mário Novaes, ainda não há estudos da eficácia da vacina em crianças menores e idosos. “A faixa etária dos 9 aos 45 anos é a mais acometida pela dengue, já que é a população mais circulante. Vacinando essas pessoas, os nossos futuros idosos estarão imunes.” A Vaciclin ainda irá calcular qual o valor que será repassado para o consumidor, já que é preciso incluir transporte e outros gastos com as doses. Para que a vacina faça efeito, serão necessárias três doses, que deverão ser aplicadas a cada seis meses.

A Sanofi-Aventis é, até o momento, a única empresa, no país, com registro de uma vacina contra a dengue, que é chamada de Dengvaxia. O imunizante é válido para os quatro tipos de dengue e pode reduzir dois em cada três casos da doença, 80% das hospitalizações e 90% da incidência de casos graves que resultam em mortes. Os testes foram feitos em 40 mil pessoas de 9 meses aos 60 anos de idade, em 15 países, inclusive no Brasil. Outras vacinas para a prevenção da dengue ainda estão sendo analisadas pela Anvisa, para que possam ser comercializadas no Brasil com segurança e eficácia.

No SUS

O Ministério da Saúde informou que, até o momento, não há decisão sobre a incorporação da vacina contra o vírus da dengue, produzida pela Sanofi, no SUS. “Para ser integrada ao SUS, a vacina, assim como qualquer outro medicamento, precisa passar pela análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que leva em conta aspectos como a eficácia, segurança e custo efetividade do produto, além dos benefícios da oferta para a população”, disse, por meio de nota.

A assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que ainda não há previsão de o Estado adquirir doses para campanhas ou distribuição.