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Audiência vai debater agressão a servidores

O Fórum Sindical, que reúne sindicatos de categorias de servidores municipais de Juiz de Fora, pretende debater a violência contra os profissionais de saúde em audiência pública na Câmara Municipal. A decisão foi tomada em reunião de representantes do Sindicato dos Médicos e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu). O objetivo é reunir Conselho Municipal […]

Por KELLY DINIZ

26/07/2016 às 07h00- Atualizada 26/07/2016 às 08h22

O Fórum Sindical, que reúne sindicatos de categorias de servidores municipais de Juiz de Fora, pretende debater a violência contra os profissionais de saúde em audiência pública na Câmara Municipal. A decisão foi tomada em reunião de representantes do Sindicato dos Médicos e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu). O objetivo é reunir Conselho Municipal de Saúde, Ouvidoria Regional de Saúde, Ministério Público e secretarias de Segurança e de Saúde para avaliar medidas que possam trazer mais tranquilidade aos servidores no exercício de suas funções. A insegurança que ronda as unidades de saúde voltou a ser discutida após uma técnica de enfermagem ser agredida pela mãe de um bebê de 2 meses, na última quinta-feira, no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente. A Tribuna também mostrou que a rixa entre gangues de bairros tem impedido que moradores tenham acesso à Unidade de atenção primária à saúde da Vila Esperança I. A Uaps chegou a ficar três dias fechada após um roubo cometido contra uma funcionária.

Conforme o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, alguma medida precisa ser tomada. “O caso é grave, não podemos ver isso acontecer e ficarmos quietos. Os funcionários estão sem segurança. A sociedade precisa entender que a responsabilidade pela falta de médico ou de remédio é do Poder Público, e não do funcionário.”

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Cultura da violência

O coordenador do grupo de pesquisa em comunicação e saúde Sensus da UFJF, Wedencley Alves, explica que a situação de insegurança vivida pelo funcionalismo é fruto de dois fatores: a cultura da violência alimentada na sociedade e o consenso de que nada funciona no serviço público. “Temos que pensar por que a cultura da violência vem sendo alimentada. Basta olhar, por exemplo, a forma agressiva como as pessoas se expressam nas redes sociais, que tornaram mais visível o que já éramos. Além disso, há uma forte campanha da sociedade contra os servidores públicos. Isso faz com que as pessoas que precisam desse serviço tratem de maneira grosseira esses servidores, como se eles fossem culpados pelos processos caóticos.”

Por outro lado, o pesquisador aponta a violência contra quem está em condições de vulnerabilidade. “Olhar cidadãos com desdém ou atendê-los mal pela sua condição social é uma forma de violência. Em diversos momentos, os que estão em condições precárias socialmente costumam ser tratados de forma pior pelos poderes públicos. Mas a negligência contra essas pessoas não é exclusiva do serviço público. As pessoas são melhores atendidas em uma loja, por exemplo, quando aparentemente são de um grupo mais abastado.”

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