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Câmara quer consórcio para Chapéu D’Uvas


Por Tribuna

26/06/2015 às 07h00- Atualizada 26/06/2015 às 08h43

Uma das nascentes da Represa João Penido foi cercada esta semana, além de receber espécies nativas no entorno (SMA/PJF)

Uma das nascentes da Represa João Penido foi cercada esta semana, além de receber espécies nativas no entorno (SMA/PJF)

A Câmara Municipal irá solicitar à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) que a Represa de Chapéu D’Uvas seja administrada por um consórcio intermunicipal. A iniciativa é do vereador José Márcio (Garotinho, PV) que vê a necessidade de pensar em proteções para a área que já fornece água para o abastecimento público de Juiz de Fora. Segundo ele, o pedido ao Governo de Minas acontece porque, diferente das outras represas exploradas pela Cesama, Chapéu D’Uvas está fora dos limites territoriais do município, e pertence a Ewbank da Câmara, Santos Dumont e Antônio Carlos. “As prefeituras do entorno não têm interesse no abastecimento público, mas querem explorar a área com empreendimentos imobiliários e promover ações turísticas. Isso não é ruim, desde que seja uma ocupação controlada e limitada. Precisamos preservar o manancial para que ele não vire uma nova João Penido.” O vereador irá a Belo Horizonte, na próxima terça-feira, entregar a representação ao titular da Semad, Luiz Sávio de Souza Cruz.

Preservação

Com relação a João Penido, que ainda é a principal fornecedora de água para a população, foi implantado, esta semana, um projeto piloto para preservação de suas cerca de 250 nascentes. Uma delas, dentro de uma propriedade privada, foi cercada, e espécies nativas do bioma Mata Atlântica plantadas em seu entorno, por meio de um trabalho que contou com a participação de representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Câmara Municipal, Polícia Militar de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Sindicato Rural de Juiz de Fora e Ministério Público.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Luís Cláudio Santos Pinto, a ideia é que todas as nascentes sejam protegidas. Para isso, é necessário catalogá-las para, posteriormente, buscar recursos para a atividade, que pode vir tanto da iniciativa pública como da privada. “Também encaminhamos para a Câmara, na semana passada, o projeto de lei que cria a Política Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais. Com ela, poderemos estimular e propiciar aos produtores rurais o cercamento dos cursos d’águas. O projeto também prevê formas de remuneração.”